6 de junho de 2015

Malásia acha mais 9 corpos no monte Kinabalu após terremoto

As equipes de resgate encontraram neste sábado (6) nove corpos no monte Kinabalu, no norte da ilha de Bornéu, na Malásia, o que eleva para 11 o número total de mortos na montanha após um terremoto de magnitude 6 sacudir a região na sexta-feira (5). "Até o meio-dia, 11 corpos foram recuperados (dois já tinham sido identificados) e oito pessoas continuam desaparecidas", anunciou o ministro de Turismo, Cultura e Meio Ambiente da província de Sabah, Masidi Manjun, no Twitter. Horas antes, o ministro tinha informado que os últimos 137 montanhistas, dos cerca de 200 que estavam na montanha quando foram surpreendidos pelo terremoto, tinham chegado sãos e salvos ao acampamento central e só restava encontrar os desaparecidos.
A maioria dos desaparecidos são cidadãos de Malásia e Cingapura, enquanto os outros são de China, Filipinas e Japão, segundo fontes policiais citadas pelo jornal local "The Star". Um estudante de Cingapura, de 12 anos, e um guia malaio, de 30, foram as primeiras mortes notificadas na montanha na sexta. Seus corpos foram recolhidos da montanha e transferidos para o necrotério do hospital Queen Elizabeth em Kota Kinabalu, a capital de Sabah. O terremoto durou cerca de um minuto e causou avalanches e o colapso de dois pequenos montes conhecidos como "Orelhas do Burro", onde a prática de escalada é recorrente. O tremor também causou graves danos em três hotéis e albergues da região e, segundo o jornal "New Straits Times", outros de menor envergadura em um banco, um hospital, um colégio, uma delegacia, uma mesquita e em várias casas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), que monitora a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 10 km de profundidade e o epicentro a 19 km a noroeste da cidade de Ranau, de 94 mil habitantes. O monte Kinabalu tem 4.095 metros de altitude é o mais alto da Malásia. Está situado no parque de mesmo nome, que é designado como um Centro de Diversidade Botânica do Sudeste da Ásia pela Unesco.
G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário