7 de outubro de 2015

Ex-diretor da DIRES de S. A. de Jesus manda recado para deputado: “não se combate a má gestão com oportunismo”

Dr. Everaldo Júnior, presidente do PTN, ex-diretor da DIRES e médico em Santo Antônio de Jesus, comentou nesta quarta-feira (07), sobre a situação do HRSAJ (Hospital Regional), os cortes nos gastos da administração municipal e o quadro político de articulações que se desenrola na cidade santoantoniense até o presente momento, com destaque para o rompimento da aliança política entre o atual prefeito Humberto Leite (PDT) e o Deputado Estadual Rogério Andrade (PSD).

Situação do Hospital Regional: Atualmente a unidade hospitalar está atendendo somente os casos mais graves, de ‘bandeira vermelha’, que incluem pacientes feridos por disparos de arma de fogo ou golpes de arma branca, isso devido ao atraso salarial dos médicos. Acerca do caso, Dr. Everaldo disse que de maneira geral, a condução da saúde no Estado está sendo feita de maneira equivocada e considera um absurdo tanto a extinção das Diretorias Regionais de Saúde (DIRES) como a tentativa do extermínio das farmácias populares e o posicionamento do Instituto Fernando Filgueiras nesta situação, onde foi coagido, pressionado a mentir, relatar que não havia atrasos, o que trouxe prejuízo para os servidores do hospital e da sociedade.
Dará apoio a Rui Costa? “Acreditávamos que esse Governo iria dar continuidade à gestão, os ganhos obtidos na administração do governador Jaques Wagner (PT) e do Secretário de Saúde Jorge Solla (PT), mas observamos uma transferência de responsabilidades de tudo que não tem dado certo no Governo de Rui para Wagner, é uma briga de vaidades”, declarou em entrevista à Rádio Andaiá FM. Ainda sobre a administração do Estado, Everaldo salientou a necessidade de ter cautela ao fazer críticas, usando do mesmo peso e mesma medida ao tentar fazer quaisquer observações e explicando que não se pode falar com respeito do setor de saúde local, esquecendo-se da gestão em nível de Estado que também não vai bem. No quesito política Júnior reconheceu que esteve com o atual governador durante o processo eleitoral, mas o critério utilizado por Costa para falar sobre quem estava com ele foi no mínimo absolutista. “Ele está dando oportunidade a uma única pessoa para auxilia-lo na sua gestão, se esquecendo dos vereadores e prefeitos. Por exemplo, aqui em Santo Antônio de Jesus, quem nomeia ou quem indica qualquer manutenção de cargos ou órgãos públicos na Bahia é o Deputado Rogério Andrade (PSD), foi um critério escolhido pelo governador que ao mesmo tempo não reconhece o apoio de Everaldo, de Humberto Leite, então ele nos deixa à vontade para tomar a decisão que consideremos melhor com respeito a estar ou não no governo, quando você não está dentro de uma gestão, naturalmente se está na oposição a ela. Essa atitude de transferir a responsabilidade de um débito do Hospital Regional para a administração de Wagner e criticar de forma direta o ex-secretário de saúde é de ingratidão, uma falta de lealdade, reconhecimento com aqueles que ajudaram o próprio governador, isso usar ‘tudo para ele e nada para nós’ como diz o slogan cantor Igor Kannário, mas faz parte da política”, explicou em entrevista à Rádio Andaiá FM nesta quarta-feira (07).
Solla, PTN e prefeito de Salvador estarão no mesmo palanque? – Segundo o médico, Solla é uma pessoa muito coerente, tem defendido seu partido mesmo que de forma equivocada, é seu amigo, mas ele considerou que as pessoas estão antecipando o processo eleitoral partidário e o momento agora é de dar as mãos para ajudar.
Deputado Rogério Andrade precisa ajudar a gestão atual a cumprir seu mandato – De acordo com Everaldo o prazo de validade do mandato do prefeito Humberto Leite ainda não expirou e todos tem uma parcela de responsabilidade de ajudar. “Toda a responsabilidade envolvendo o bônus e o ônus da administração de Humberto é tanto do parlamentar Rogério Andrade quando do próprio prefeito. Rogério acabou de sair do governo agora, ele teve uma facilidade ímpar, única de praticamente dobrar sua votação, quem a estendeu foi Humberto Leite, ele teve a oportunidade de indicar cerca de 5 secretarias estrategicamente, dentro da gestão: o Secretário da Fazenda Nal, Luciano Moura, o Cuiuba, no setor de trânsito, Hélio de Aguiar no Serviço de Atendimento Municipal (SAM), pasta de contratos com Álvaro Luís e também Ivana Patrícia na Ouvidoria Municipal, de modo que quando foi oficializado o rompimento, todos esses entregaram seus cargos. A responsabilidade do deputado é tão quanta a do prefeito no atual governo”, afirmou, cobrando ao parlamentar que faça o necessário para concluir as obras da Praça São Benedito, conforme teria prometido anteriormente, alegando que seu rompimento com Leite não lhe isenta das responsabilidades de todos os acontecimentos na administração atual. O entrevistado disse que Andrade é um político hábil, mas ele costuma questionar: “será que um cara que convence o governador para lhe dar a oportunidade de fazer indicações em Santo Antônio de Jesus e região não tem habilidade de mostrar o caminho do acerto com nosso querido prefeito Humberto Leite? Não se combate a má gestão com falta de lealdade e compromisso, portanto conclamo a todos a ajudarem o gestor a cumprir seu mandato”.

Humberto, candidatura própria ou Rogério Andrade?  Everaldo afirmar até o momento estar como observador independente, mas não descartou ter feito aliança com gestores anteriores, mostrando que não tem vontade de ser candidato de qualquer maneira e revelou que atualmente continua como pré-candidato. “Volto a dizer que os acertos e erros ocorridos nesses três anos de mandato de Humberto tiveram a participação de pelo menos 75% do deputado Rogério Andrade, o prefeito lhe deu a oportunidade de indicar, mas ele não fez o mesmo, então lhe pedimos para ajudar a resolver o problema do Hospital Regional, a conclusão das obras da Praça. Se Humberto for reeleito, mostrará reconhecimento por parte da população, mas não podemos trazer a responsabilidade de tudo o que está acontecendo para uma única pessoa, pois ninguém administra sozinho, não se combate a má gestão com oportunismo”, concluiu. Fonte:Voz da Bahia - Samile Macedo

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