23 de janeiro de 2016

Cinco meses após crime, padrinho do menino Marquinhos segue em liberdade

O crime que chocou toda a Bahia ainda surpreende pelo fato de não ter tido um desfecho. Onde está Rafael Pinheiro, padrinho de Marcus Vinícius Carvalho, de dois anos, encontrado morto em um cooler no areal do bairro de Itapuã há cinco meses? O padrinho da vítima, principal suspeito, está em liberdade. O inquérito, que analisa os laudos, foi concluído no dia 14 de dezembro e está com o Ministério Público. De acordo com a promotora Isabel Adelaide, responsável pelo caso, não há ainda uma definição sobre o inquérito.
“Foi remetido como finalizado, [o inquérito] entretanto, eu tenho necessidade, e está sendo suprida aos poucos, do esclarecimento de algumas questões. Tão logo estas questões sejam definidas, vocês vão ter uma solução definitiva para este fato”, disse. Ela também confessou não saber onde se encontra Rafael: “Espera-se que ele esteja ainda, aonde ele informou que estaria, porque independente de qualquer coisa, ele foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver. Então de qualquer forma ele sabe que ele tem que prestar explicações á justiça criminal e espera-se isso”. “A pena para a ocultação de cadáver é uma pena baixa. Ele confessa que não matou, mas diz que, ‘apenas’ ocultou o cadáver. Ele foi autuado em flagrante e no final o inquérito foi remetido e a promotora que pegou entendeu que havia a necessidade do exame dos laudos, que tem uma média de 50 dias, mais ou menos, pra conclusão. Então não tinha como mante-lo preso. A lei impõe um prazo pra isso e ele teria que aguardar esse posicionamento em Liberdade. É diferente, se a partir dali, já tivesse dado início à ação penal. Ele está em liberdade porque a lei impõe que se tem um princípio de razoabilidade que é imposto condicionalmente”, explicou.

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