Terminou por volta das 11h30,
no horário de Brasília, a primeira reunião oficial deste ano da presidenta
Dilma Rousseff com o vice-presidente Michel Temer. Os ministros da Casa Civil,
Jaques Wagner, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, também
participaram do encontro. O assunto da reunião não foi divulgado pelas
assessorias da Presidência da República, nem da Vice-Presidência. O convite
para o encontro, que era aguardado há mais de uma semana, foi feito pelo
Palácio do Planalto ao vice, por intermédio do ministro Jaques Wagner. Desde o
dia 9 de dezembro, Dilma não se encontrava oficialmente com Temer.
O
vice-presidente disse, naquela ocasião, após a reunião com Dilma, que passaria
ter uma relação com a presidenta de modo “institucional” e “a mais fértil
possível”. O encontro desta quarta-feira, no Palácio do Planalto, é o terceiro
desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou
o pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma, no início de
dezembro. Poucos dias após o pedido, os dois tiveram uma reunião rápida e,
depois, Temer enviou uma carta em que reclamava do tratamento recebido e dizia
ter passado os primeiros quatro anos de governo como “vice decorativo”.
Posteriormente, ambos voltaram a se reunir e disseram que pretendiam manter uma
relação profícua, fértil e institucional. Ao voltar de São Paulo para Brasília,
em janeiro, o vice-presidente defendeu harmonia interna no PMDB, partido do
qual é presidente, e em sua relação com Dilma. Na semana passada, durante café
da manhã com jornalistas, a presidenta disse que o governo tem “toda
consideração” por Temer e que é importante uma relação “fraterna e de
proximidade” entre os dois.
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