8 de fevereiro de 2016

600 crianças em situação de trabalho infantil são retiradas do carnaval

De um lado foliões curtindo em blocos, camarotes e na pipoca. De um outro lado, o pequeno Mateus, de 9 anos, caminhava no meio da multidão à procura de latinhas de refrigerante e cerveja consumidas pelos foliões. "Estou ajudando a minha mãe", foi tudo o que saiu da boca do pequeno Mateus. A reportagem do Tribuna da Bahia tentou conversar com Mateus, mas o pequeno garoto. com ar de choro, deu tchau e foi embora.
Cerca de 600 crianças em possível situação de trabalho infantil e de risco já foram identificadas pelas equipes da Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps). Ao todo, foram mais de três mil abordagens até agora, 173 acolhimentos e 53 notificações de pais e responsáveis que se recusaram de tirar os menores dos circuitos. Os dados foram apresentados pelo titular da pasta, Bruno Reis, durante coletiva de balanço, nesta segunda-feira (8/2), na Sala de Imprensa Oficial do Carnaval. As 173 crianças acolhidas estão abrigadas nos quatro Centros de Convivência Temporária montados pela Prefeitura nas proximidades dos dois principais circuitos da festa. A maioria das crianças é filha de vendedores ambulantes que estão trabalhando nos circuitos. Dentre os abrigados estão oito que a Justiça e o Ministério Público recomendaram o acolhimento. Os 53 ambulantes que foram notificados por recusarem retirar as crianças do circuito podem ter as licenças cassadas caso continuem explorando o trabalho infantil.

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