13 de abril de 2016

Usuários protestam contra limite de dados da banda larga no Brasil

Usuários de serviços de banda larga se uniram em petições online para protestar contra intenção de grandes operadoras do país de limitar o uso de dados da internet - em alguns pacotes, a conexão pode ser cortada quando o limite for atingido, a exemplo do que já acontece na internet móvel. Muitos internautas têm se unido no Facebook.
A página do Movimento Internet Livre já ultrapassou as 150 mil curtidas desde que foi criada, no sábado. Já uma petição na Avaaz tem mais de 280 mil assinaturas desde o dia 22 de março. A mobilização se intensificou nessa última semana, mas existe desde fevereiro, quando a Vivo anunciou que iria bloquear ou reduzir a conexão de quem ultrapassasse o plano. Os limites da operadora vão de 10 GB a 130 GB. Em entrevista ao Tecnoblog, Christian Gebara, da Vivo, afirmou que a mudança seria positiva para quem faz uso "mais leve" da internet e que é uma tendência do mercado. "Isso irá atingir uma porcentagem muito baixa dos nossos usuários, e beneficiará quem faz uso leve, como emails e navegação. Quem faz uso de streaming de vídeos, por exemplo, naturalmente terá que pagar mais", afirmou. Quem tem contrato com a Vivo tem condição "promocional" até 31 de dezembro deste ano, quando deve começar a valer o bloqueio. Quem assinou contrato antes das mudanças não deve ser afetado.
Outras empresas
A Oi negou que vá começar a reduzir velocidade da conexão após fim do pacote. A empresa nega e diz que "não pratica redução de velocidade ou interrupção da navegação após o fim da franquia", segundo a Folha. Já a Net diz que sempre usou o modelo, reduzindo a velocidade para a menor faixa, de 1 Mbps, até o fim do mês, quando o plano era ultrapassado. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pretende agir e entrar com ação contra a limitação. "A existência do limite da franquia de dados não é a questão, a Anatel já tem uma regulamentação para isso", disse à Folha Rafael Zanatta, pesquisador do instituto. "O que nos assustou, e levamos isso para o Ministério da Justiça, é que as reduções são gritantes e feitas de forma sequenciada pelos principais players do mercado". A Anatel afirmou que não regulamenta o assunto.

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