Parece brincadeira, mas pelo
visto é critério para ocupar o cargo titular do Ministério da Saúde ser adepto
às gafes em discursos. Em sua primeira entrevista coletiva, o novo ministro
Ricardo Barros afirmou que o mosquito Aedes Aegypti é
"indisciplinado" e que “a fé move montanhas”, em referência à pílula
do câncer. O deputado licenciado do Partido Progressista é engenheiro civil,
sendo o primeiro ministro da Saúde que não é médico em 14 anos.
"Pessoalmente, acho que na pior das hipóteses é efeito placebo. Dentro
dessa visão, se ela não tem efetividade, mas se as pessoas acreditam que tem, a
fé move montanhas", afirmou Barros dando sua opinião a fosfoetanolamina,
nome da substância conhecida como “pílula do câncer”. Apesar de não ter passado
por testes clínicos, o uso da substância foi liberada pelo Congresso e
sancionada pela presidente afastada, Dilma Rousseff. O Supremo Tribunal Federal
(STF) julga na próxima quinta-feira (19) ação da Associação Médica Brasileira
(AMB) contra a sanção da lei. Antes da troca de comando, o Ministério da Saúde
havia recomendado à Casa Civil que o projeto fosse vetado, agora, não se
entende a visão da pasta.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
também é contrária à liberação. Já sobre outro assunto de suma importância
atualmente no Brasil, o mosquito Aedes Aegypti, Barros disse que a falta de
disciplina do inseto é a razão da dificuldade de controle das doenças
provocadas por ele no país. "Se o mosquito se comprometesse a picar só
quem mora na casa era fácil. Mas infelizmente ele não é disciplinado", afirmou.
O novo ministro defendeu punições para quem resistir à entrada de agentes
públicos para inspeção em casas. “A cultura do brasileiro é essa. Ele tem que
ser onerado”, explicou ele. O ministro também reconheceu a necessidade de
ajuste nas contas da pasta, mas disse que ainda não tem expectativa de aumento
da arrecadação.
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