15 de junho de 2016

Risco de propagação do vírus da zika devido à Olimpíada é baixo, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o risco de propagação do vírus da zika devido à Olimpíada no Rio é "muito baixo", em painel realizado nesta última terça-feira (14), em Genebra, na Suíça. Segundo a organização, a transmissão local do vírus da zika e da dengue será mínima durante o inverno no Brasil.
"Os riscos não são diferentes para pessoas que irão para a Olimpíada do que para qualquer outra área onde há surtos de zika", disse David Heymann, presidente do comitê de especialistas da OMS. A comissão reafirmou que não deve haver restrições gerais para viagens e comércio entre países e/ou territórios onde há transmissão geral com maior incidência do vírus, incluindo o Brasil. A recomendação para que grávidas não vão aos Jogos foi mantida. Outro pedido mantido pela comissão é para que seja feito sexo seguro com parceiros que visitaram regiões afetadas pelo vírus. Os turistas que foram para áreas de risco do vírus da zika devem ser aconselhados sobre as datas de maior risco e quais devem ser as medidas adequadas para reduzir a possibilidade de exposição ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. A OMS lembrou também a possibilidade de transmissão sexual e reafirmou a necessidade da prática de sexo seguro para quem for viajar. Apesar da análise de baixo risco de propagação devido aos Jogos do Rio, a OMS informou que é sabido que o vírus pode se espalhar internacionalmente e estabelecer novas formas de transmissão. A microcefalia e a zika foram mantidas como emergência de saúde internacional, alerta já definido desde a última conferência da organização.

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