21 de junho de 2016

Tite é apresentado como novo técnico da seleção brasileira

Enfim, é oficial. Tite, que deixou recentemente o Corinthians, é o novo técnico da seleção brasileira. Nesta segunda-feira, ele já foi apresentado na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Zona Oeste Rio de Janeiro. - A minha atividade e convite feito foi para ser técnico da seleção brasileira de futebol. Entendo que essa atribuição é melhor maneira para contribuir com ideia da minha vida: transparência, democratização, excelência, modernidade, é a forma que penso e trago para o futebol.
Meu legado pode falar sobre a forma com que conduzi - disse Tite, em suas primeiras palavras como comandante do Brasil.
Abaixo, alguns trechos da entrevista do técnico.
Continuação do trabalho de Dunga - “É precipitado, mas dá para trazer como ideia. Aproveita-se dentro do que se entenda ser o melhor, cada um com suas ideias, mas claro que se aproveita. Sou um técnico em formação, vai um tijolinho a cada dia, aprendemos com nossos erros. Não tenho problema algum em melhorar e aprender com acertos dos outros”.
Trabalhar com a CBF, entidade que já tinha sido criticada por ele - “O que foi solicitado, e fico muito tranquilo em conversar com CBF. Houve dois aspectos fundamentais: autonomia e a busca pela excelência, o melhor do futebol, isso eu sei fazer. Campo, análise de desempenho, eu me reformatar enquanto técnico porque Seleção é diferente de clubes. Temos que classificar”.
Assumir cargo com pressão - “Ideal é início de trabalho. As circunstâncias acontecem. Fiquei sentado numa poltrona em 2014 e não veio. Porque as coisas têm seu tempo. Veio agora, entendi que devia aceitar, por fazer parte da minha carreira estar técnico da seleção brasileira. Um objetivo pessoal e talvez o meu melhor momento profissional. Ganhando, mas perdendo muito. Coragem assumir agora”.
Queda do Brasil na Copa América Centenário - “Eu estava de cabeça inchada, remoendo derrota pro Palmeiras, e não vi o jogo contra o Peru. Meu foco estava unicamente voltado ao Corinthians, triste. Remoendo a dor. me fecho no quarto, fico no meu canto e pensei no que poderia fazer de melhor. Assisti depois o gol do Peru, não vi o jogo”.
Técnicos gaúchos na seleção - “Não acredito em escola gaúcha de técnicos, acredito em escola brasileira. Duas vertentes separadas, uma que premia a triangulação, organização e posse de bola, e outra mais do contato físico e bola longa. Há técnicos gaúchos das duas escolas. É a escola do seu Telê ou a do seu Ênio Andrade”.
Rogério Micale na Olimpíada - “Era muito fácil o técnico alinhavar uma situação, prever estar na Olimpíada, e trazer louros. Se ganha, medalha de ouro. Senão tem desculpa pronta de ter assumido em cima da hora. Isso eu não faço. A prioridade é a seleção brasileira e desenvolver trabalho em cima da classificação. Preciso ajustar, estar dentro dessa situação o mais rápido possível. Ah, mas eles não têm know-how? Eu também não tinha. Respeito total ao Rogério e a maior probabilidade de sucesso é com ele e sua equipe”.
Sequência do trabalho - “Vamos viajar amanhã para ver jogo da Colômbia (contra o Chile, nos EUA). Tenho que me reinventar como técnico e quero assistir in loco a Colômbia (rival do Brasil no dia 6 de setembro)”.
Edu Gaspar, sobre o trabalho - “Fizemos reunião com presidente, uma das prioridades é dar ênfase agora às eliminatórias, estamos nos preparando. Ideia é cuidar da seleção principal, temos o Damiani fazendo grandíssimo trabalho na base. Estarei ao lado dele, com uma função muito parecida, mas total ênfase na seleção principal”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário