O taxista suspeito de tentar atropelar e dar socos na vocalista da Sertanília, Aiace Félix, no Rio Vermelho, já responde a um processo por agressão contra a ex-mulher. Segundo informou nesta última terça-feira (5) o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o caso foi em abril de 2013. A ex-mulher recebeu socos, foi espancada e chegou a ter rasgada porque queria terminar o relacionamento com o suspeito Antônio Ricardo Rodrigues da Luz, segundo a denúncia. O casal tinha uma filha, na época com dois anos e meio.
Na época, o suspeito não chegou a ser preso, mas a Justiça determinou que ele mantenha distância de pelo menos 180 metros da ex-mulher enquanto o processo segue em andamento. Ele é suspeito de causar danos físicos, psicológicos e patrimoniais à ex-mulher. A denúncia foi feita com base na Lei Maria da Penha.
O taxista foi preso em flagrante na segunda-feira na sua casa, na Rua Alto do Gantois, na Federação. O flagrante foi considerado ilegal por não ter sido feito no momento em que a agressão acontecia nem durante perseguição policial e, por isso, a Justiça relaxou o flagrante e decretou prisão preventiva. O taxista está no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Em depoimento na 7ª Delegacia (Rio Vermelho), ele confirmou a denúncia de assédio da cantora, mas negou a agressão.
Audiência
Os advogados do taxista falaram com jornalistas após audiência nesta manhã que determinou a prisão preventiva do suspeito. Segundo o advogado Rafle Salume, eles vão recorrer da decisão e alega que a prisão foi convertida apenas por causa do "clamor social" do caso. “Não houve fundamentação técnica suficiente para fundamentar uma prisão preventiva, estamos visualizando uma antecipação da culpa, estamos agredindo uma presunção de inocência dele”, disse.
De acordo com os advogados, o taxista tem outra versão para tudo que aconteceu. “Ele conta que estacionou o seu veiculo atrás do táxi na sua frente, ao visualizar o grupo de jovens saindo do estabelecimento, jogou o sinal de luz a fim de que ele acordasse e pegasse a corrida. A suposta vitima entendeu isso como assédio”.
Ainda segundo a versão do taxista relatada pelos advogados, a cantora jogou um copo de cerveja nele. “Ela bateu no vidro do carro que estava fechado porque estava chovendo, e, visualmente alterada, jogou o copo de cerveja no carro, molhando o banco e o painel”, relatou o advogado.
O promotor Arx Thadeu Aragão, da 7ª Vara Criminal do Ministério Público do Estado (MP-BA) confirmou que solicitou à Justiça que Antônio Ricardo continuasse preso para "preservar a paz social e a ordem pública". Por outro lado, o promotor rebate a versão dos advogados do taxista, que dizem não ter havido assédio. "Ele chamou ela de 'gostosa', de 'deliciosa'. Mas o que aconteceu foi que extrapolou ao esmurrá-la mais de três vezes. Ele foi além. Quando ela reclamou com ele, ele deveria ter seguido seu caminho e não esmurrá-la. E ele só não fez mais porque populares não deixaram".

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