14 de agosto de 2016

Assessor diz que Feliciano não sabia de dinheiro dado a Patrícia Lelis

Novas revelações podem mudar o rumo das investigações da polícia de São Paulo, onde Patricia Lélis registrou Boletim de Ocorrência (BO) contra Talma Bauer e Emerson Biazon por cárcere privado e coação. De acordo com a Folha de SP, Bauer, chefe de gabinete do deputado Marco Feliciano (PSC/SP), afirmou nesta sexta-feira (12), em novo depoimento, que entregou dinheiro para Lélis na intenção de comprar seu silêncio.
Ela acusa o parlamentar de assédio sexual e agressão. Um dos fatores decisivos para a mudança de versão – o assessor negou o fato no primeiro depoimento – foi a divulgação de vídeos gravados por Biazon, que aparece nas negociações como uma espécie de assessor da jovem. Na sexta-feira passada (5), ambos foram detidos no hotel San Raphael, no centro de São Paulo. Os policiais conduziram Bauer e Biazon, acusados por Patrícia de tê-la sequestrado. Emerson tinha consigo 20 mil reais, que afirmava ter recebido de Talma, que negava ter entregue a quantia. Agora o chefe de gabinete do deputado afirma que o dinheiro era para Patrícia. “Ela pediu dinheiro para pagar a faculdade”, afirmou. Lélis manteve nas entrevistas que nunca pediu dinheiro. Conta ainda que foi o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, quem lhe ofereceu “um saco de dinheiro” para que ela não fizesse as denúncias contra Feliciano. Talma Bauer insiste que tirou o dinheiro de suas economias pessoais. O objetivo seria “evitar o mal maior, o escândalo”. Continua dizendo que a denúncia da estudante contra o congressista é “caluniosa”.

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