A modelo Gisele Bündchen não seria assaltada na cerimônia de abertura da Rio-2016, segundo o cineasta Fernando Meirelles, um dos diretores. Para evitar confusões, no entanto, a cena foi cortada. Em mensagem ao Uol, o diretor de 'Cidade de Deus' lamentou que a cena, ensaiada no domingo, tenha sido divulgada, especialmente de maneira diferente da pretendida pelos responsáveis.
“Jamais sequer passou pela nossa cabeça criar uma cena onde a Gisela é assaltada. Seria uma estupidez sem precedentes. Não somos estúpidos e nem irresponsáveis a este ponto”, disse Meirelles. "A cena foi cortada não por ter sido criticada, mas por ter ficado sem graça. A piada era fraca e ficou deslocada ali diante do Tom Jobim", justificou. Cerca de 30 mil pessoas viram o ensaio no Maracanã. Na cena polêmica, uma figurante representando Gisele cruza o gramado e é abordada por um ambulante, levando um susto. Policiais aparecem e perseguem o garoto, que acabava sendo protegido pela própria modelo, enquanto tocava "Garota de Ipanema". Muitas pessoas que assistiram interpretaram a cena como um assalto. Meirelles disse que se tratava de um "vendedor trapalhão" que foi tirado por seguranças. "Gisele defende o vendedor e sai com ele dançando. O 'underdog' triunfa. Os seguranças ficam vendidos em cena e saem dançando também, lembrando de recolher o guarda sol com biquinis que o vendedor deixou caído no palco. Foi esta a cena apresentada", explicou. Para o diretor, a mensagem da cena ficou clara, mas parece que não foi essa a impressão de quem via nas arquibancadas, já que vários jornalistas e espectadores acreditaram estar vendo um assalto.

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