O Fluminense informou nesta última segunda-feira (17) que entrou no STJD com pedido de anulação do clássico contra o Flamengo, que aconteceu na quinta e terminou com triunfo rubro-negro por 2 a 1. O tricolor informou que a decisão foi tomada após analisar imagens e informações e concluir que na anulação do gol do zagueiro Henrique houve interferência externa, o que é proibido pela Fifa. O árbitro Sandro Meira Ricci anulou o lance por impedimento, depois de sinalizar o gol.
O procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, já havia dito que pediu esclarecimentos do trio de arbitragem à frente do clássico. "Tendo em vista os fatos amplamente veiculados pela mídia referentes à partida válida pelo Campeonato Brasileiro Série A de 2016, entre as equipes do CR Flamengo e Fluminense FC, no dia 13/10/2016, em que supostamente os árbitros responsáveis teriam, a partir de uma paralisação de 13 minutos que se iniciou aos 39 (trinta e nove) minutos do segundo tempo, recebido informações do Inspetor da Arbitragem acerca de um gol anulado da equipe do Fluminense FC irregularmente confirmado pela TV, podendo servir para procedimento futuro a ser instaurado por este órgão”, diz o documento.
A arbitragem inicialmente invalidou o gol por impedimento de Henrique. Depois, o juiz consultou o auxiliar Emerson Augusto de Carvalho e voltou atrás. Depois de quase 13 minutos de paralisação e pressão dos dois times, Sandro Meira Ricci anulou novamente o gol. O programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, mostrou uma leitura labial com indícios de que o inspetor da arbitragem, Sérgio Santos, que invadiu o gramado na confusão, teria dito: "A TV sabe. A TV sabe que não foi gol".
Veja a nota divulgada pelo Fluminense:
"O Fluminense Football Club vem a público confirmar que depois de analisados todos os vídeos, notícias e evidências no lance do gol anulado do zagueiro Henrique, no Fla-Flu, do último dia 13, em Volta Redonda, entende que ficou comprovada a interferência externa. Em razão desse fato, tomou as medidas cabíveis para que o caso seja analisado pelo STJD".

Nenhum comentário:
Postar um comentário