Uma reconstituição da morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, em 2013, vai acontecer no dia 11 de dezembro deste ano, um domingo, segundo decisão da Justiça baiana. A reconstituição acontece a pedido do promotor de Justiça Edmundo Reis, do Ministério Público, e será realizada pelo Departamento de Polícia Técnica. Os dois irmãos morreram no bairro de Ondina - a médica Kátia Vargas é acusada de provocar o acidente que terminou com a tragédia. Segundo despacho da Justiça, a reconstituição aconteceria em outra data, não informada, mas foi adiada para dezembro a pedido do DPT, que informou que não havia tempo hábil para preparar tudo.
O domingo foi escolhido por ser uma data de menos movimentação de trânsito - a reconstituição acontecerá na Avenida Oceânica, trecho geralmente bastante cheio, onde os dois irmãos morreram. Polícia Militar e Transalvador devem estar presentes para fornecer policiamento ostensivo e condições de tráfego, cuidando das interdições necessárias. Testemunhas que não foram nomeadas no despacho também participarão da reconstituição. Não há informação sobre a presença de Kátia Vargas na ação. Em maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido da defesa de Kátia Vargas que era um último apelo para tentar evitar o júri popular. Ela já havia recorrido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também negou. No dia 30 de março, o ministro Lázaro Guimarães, desembargador convocado do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, negou o pedido feito ao STJ pelo advogado Fabiano Cavalcante Pimentel, da defesa de Kátia Vargas. O pedido envolvia a desclassificação do delito para homicídio culposo - quando não há intenção de matar - e a retirada da qualificadora de motivo fútil, determinante para a decisão pelo júri popular. A médica é acusada de homicídio qualificado. Mais de um mês depois, no dia 6 de maio, o STF recebeu os autos do processo. O recurso, desta vez, havia sido protocolado por outro advogado, José Luis Mendes de Oliveira Lima, de São Paulo, que também faz parte da defesa da médica. O processo foi distribuído no último dia 9 para a ministra Carmen Lúcia, do STF, que negou seguimento do recurso especial nesta segunda-feira. Ainda não há data para o júri. (Correio)

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