As vendas do setor de
supermercados registrou alta de 1,21% de janeiro a setembro, na comparação com
o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de
Supermercados (Abras), considerando os valores reais – descontada a inflação. Em
setembro, as vendas do setor em valores reais apresentaram queda de 1,17% na
comparação com o mês de agosto e alta de 4,66% em relação ao mesmo mês do ano
de 2015.
Em valores nominais (sem
qualquer correção pela inflação), as vendas apresentaram queda de 1,09% em
relação a agosto e, quando comparadas a setembro de 2015, alta de 13,53%. No
acumulado do ano, as vendas cresceram 10,69%.
“Desde o final do primeiro
semestre, o nosso índice tem mostrado uma recuperação nas vendas em relação ao
ano passado. O resultado de setembro foi até um pouco além do que esperávamos
e, com isso, já estamos prevendo um resultado melhor de nossas vendas para os
próximos meses em relação ao que prevíamos inicialmente. Com isso, a nossa
expectativa é de que o fechamento do ano registre algo em torno de 1%”, disse,
em nota, o presidente da Abras, Fernando Yamada.
Cesta
No mês de setembro, uma cesta
de produtos elaborada pela Abras, em pesquisa da Gfk e analisada pelo
Departamento de Economia e Pesquisa da associação, registrou alta de 16,51% em
setembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, passando de R$
415,25 para R$ 483,80. Na comparação entre agosto e setembro deste ano, a cesta
registrou queda de 0,46%, passando de R$ 486,04 para R$ 483,80. A cesta
analisada é composta pelos 35 produtos mais consumidos nos supermercados, entre
alimentos (incluindo cerveja e refrigerante), higiene, beleza e limpeza
doméstica.
As maiores altas de preço no
mês de setembro, registradas pela Abras, foram em produtos como: farinha de trigo,
leite em pó integral, tomate e desinfetante. Já as maiores quedas foram nos
itens: batata, leite longa vida, cebola e margarina cremosa.
Regiões
Em setembro, a Região Norte
foi a que apresentou maior alta nos preços da cesta (0,53%), chegando a R$
534,03. Em seguida, a Região Nordeste registrou aumento de 0,51%, atingindo R$
427,75. A maior queda foi registrada na Região Centro-Oeste (-2,09%), que
custou em setembro R$ 454,97, seguida pela Região Sul (-0,79%), custando R$
524,01, e Região Sudeste (-0,49%), custando R$ 469,34. Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

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