21 de dezembro de 2016

Facebook é acusado pela UE de prestar informações falsas na compra do Whatsapp

A União Europeia (UE), através de seus órgãos de fiscalização, acusou o Facebook de ter fornecido informações enganosas durante o processo de aquisição do WhatsApp, o que abre a possibilidade para a cobrança de multa de 1% sobre o valor do faturamento da empresa de Mark Zuckerberg.
A Comissão Europeia, em comunicado nesta terça-feira (20), afirmou que as objeções não devem comprometer a aprovação da fusão avaliada em US$ 22 bilhões, em 2014.
O problema diz respeito à mudança na política de privacidade do WhatsApp, em agosto deste ano, quando o aplicativo informou que os números de telefone dos usuários seriam compartilhados com o
Facebook, o que desencadeou investigações por parte de autoridades de proteção de dados da UE.

Contradição

De acordo com a Comissão, o Facebook declarou no momento da aquisição que as contas de usuários das duas empresas não seriam combinadas.
"No comunicado de objeções de hoje, a Comissão adota a visão preliminar de que, ao contrário do que foi declarado pelo Facebook durante a revisão da fusão, a possibilidade técnica de automaticamente combinar as identificações de usuários do Facebook com as do WhatsApp já existia em 2014", informou.
"Neste estágio, a Comissão, portanto, expressa preocupação de que o Facebook intencionalmente, ou de forma negligente, submeteu informação incorreta ou enganosa, descumprindo as obrigações dentro da regulação de fusões da UE", acrescenta o documento. O Facebook tem até 31 de janeiro para responder à acusação.
Metro1

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