O dia 2 de fevereiro não vai
ser só de Iemanjá: também terá grande expressão para o cenário político da
Bahia. Isso porque, na data, acontece a votação que pode pôr fim à passagem de
Marcelo Nilo à frente da Assembleia Legislativa.
Após cinco longos mandatos no
cargo, dois candidatos — Angelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto (PP) — seguem na
disputa pedindo a alternância de poder e evitando que Nilo receba mesmo o
título de “Ramseis” – uma alusão ao faraó Ramsés e à tentativa do sexto
mandato. “Esta Casa precisa de mudanças, de renovação, de oxigenação. Estamos
vivendo um momento delicado, onde a classe política está sendo dilapidada”,
disse Coronel à Rádio Metrópole.
Mas se de um lado os
parlamentares clamam por renovação, do outro, Nilo dá a sua vitória como certa,
já tendo, segundo ele, 32 votos. Mas seus adversários ganham força a cada dia e
discordam da matemática do “Ramseis”.
“Jogo para ganhar confiança”
Representante do PP na busca
pela presidência da Assembleia, o deputado Luiz Augusto aposta na derrota de
Nilo no dia 2 de fevereiro. “Tenho certeza absoluta que ele não tem os 32
votos. As pessoas têm me procurado e falado que não vão votar nele. Com essa
divulgação dos nomes, alguns até sem autorização, eu acho que ele vai perder
mais voto ainda. Teve um que chegou pra mim e disse: ‘Luiz, pode ficar
tranquilo, agora eu vou votar em você’. Ele está fazendo um jogo para ver se
ganha confiança, se atrai mais gente. Ele sempre fez isso”, afirmou.
Deputada nega que acordo com
Nilo tenha sido fechado: “Estamos decidindo”
Apesar de Nilo e o presidente estadual
do PT, Everaldo Anunciação, afirmarem que o partido vai votar pela reeleição, a
deputada Luiza Maia (PT) afirmou à Metrópole que não é bem assim e que ela
ainda não decidiu seu voto.
“A bancada ainda está
fechando. Tem algumas coisas que discordamos. Temos tantas críticas... A
rotatividade é importante. Eu acho que ele não está impondo: as pessoas votam
nele. Mas eu acho que essa reeleição (...) é um momento diferente. São quatro
candidatos”, argumentou, referindo-se a Coronel, Nilo, Augusto e Pastor
Isidório (PDT), que já retirou a candidatura.
33 votos para Nilo? “blefe,
blefe, blefe”, diz Coronel
Sobre a declaração de Nilo de
que tem o voto de 33 deputados — o suficiente para assegurar sua reeleição —, o
rival Ângelo Coronel paga para ver.
“É mais um blefe do deputado
Marcelo. Eu acho que quando as urnas forem abertas, no dia 2 de fevereiro,
Marcelo vai ter uma grande surpresa que ele jamais vai esperar na vida dele.
Porque mesmo ele declinando que tem 32 apoios, na minha contabilidade, ele só
conta com 23. É blefe, blefe, blefe. [Está sendo,] Como sempre foi, um grande
jogador”, disse o adversário.
“Fora, Nilo”: Psol apela a
Senhor do Bonfim
O PSOL se apegou à máxima
‘quem tem fé, vai a pé’ e recorre ao Senhor do Bonfim para pedir a saída de
Nilo da presidência da Assembleia. Na Lavagem, que acontece nesta quinta-feira
(12), o partido organizou um “Fora, Nilo”. “Para divulgarmos as negociatas, as
trocas de favor e a prostituição pública que ocorre na Assembleia. De 5 mil
funcionários apenas 352 são concursados. Um absurdo! Nilo é um coronelista
autoritário”, reclama o presidente estadual do PSOL na Bahia, Ronaldo Santos. Metro1

Nenhum comentário:
Postar um comentário