Em um dia de tranquilidade no
mercado financeiro, a moeda norte-americana teve forte queda e alcançou o menor
valor em três meses. O dólar comercial encerrou na sexta-feira (27) vendido a
R$ 3,152, com queda de R$ 0,029 (-0,9%). A cotação está no menor nível desde 26
de outubro (R$ 3,142).
O dólar operou em baixa
durante toda a sessão, mas ampliou a queda durante a tarde. A divisa acumula
queda de 3% em janeiro.
O desempenho mais fraco que o
esperado do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos)
dos Estados Unidos ajudou a reduzir o valor do dólar em todo o mundo. Em 2016,
a maior economia do planeta cresceu 1,6%, o pior resultado desde 2011.
A desaceleração da produção
norte-americana reforça expectativas de que o Federal Reserve (Fed), Banco
Central norte-americano, aumente os juros básicos dos Estados Unidos mais
lentamente que o esperado. Taxas mais baixas nos países desenvolvidos estimulam
a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil, onde os juros são
mais altos. A entrada de recursos financeiros empurra para baixo a cotação do
dólar.
No mercado interno, a atuação
do Banco Central também ajudou o dólar a cair. A autoridade monetária leiloou
US$ 750 milhões em contratos de swap cambial tradicional, que equivalem à venda
de dólares no mercado futuro. Esse tipo de operação tem como objetivo impedir
que a cotação dispare em momentos de alta, mas intensifica a queda da divisa em
momentos de baixa.
No mercado de ações, o dia foi
de realização de lucros. Após quatro dias seguidos de ganhos, o índice
Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia com queda de 0,24%,
aos 66.034 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 1,78%
(papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas) e 1,14%
(papéis preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos).
*Com informações da Ansa/Agência Brasil

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