O secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Maurício Tavares Barbosa, acredita que a metodologia utilizada para medir os índices de violência no país não são eficientes. Em entrevista à Rádio Metrópole, na quarta-feira (7), Barbosa afirmou que as informações se assemelham a um "balaio de gato".
Em uma das avaliações, como a que o Atlas da Violência 2017 divulgou, são consideradas informações das secretarias de segurança dos estados, que utilizam estratégias diferentes para classificar os episódios de morte. "O estado da Bahia classifica como homicídio todo corpo encontrado no chão, desde que não seja passivo de justificativa de uma legítima defesa -- que isso pode e deve ser aprofundado no decorrer do inquérito -- mas inicialmente é catalogado como homicídio", exemplificou. Em contra partida, em estados os homicídios são utilizados para definir um episódio quando não há " a menor possibilidade de se retirar essa classificação".
"Havendo a mínima dúvida eles classificam como casos a esclarecer. Esses casos, quando não há autoria sobre os indícios das pessoas que praticaram aquele delito. Então nós temos casos de estados da região sudeste que tem quatro mil homicídios com quatro a cinco mil mortes a esclarecer. Somando o evento morte nós temos 9 mil eventos-morte. Então o percentual de mortes a esclarecer nesses estados é de 60% a mais do que de homicídios. Isso baixa as estatísticas", acrescentou. Metro1

Nenhum comentário:
Postar um comentário