27 de fevereiro de 2019

Após negociação, mais de 100 brasileiros que estavam na Venezuela retornam ao país

Mais de 100 brasileiros que estavam na Venezuela voltaram ao Brasil nesta terça-feira (26), com autorização do governo venezuelano, após negociações com o Itamaraty.
De acordo com as coordenador operacional adjunto da Operação Logística Humanitária, Georges Kanaan, 104 brasileiros retornaram ao país à noite. Mais cedo, um grupo com mais 14 brasileiros já haviam cruzado a fronteira, totalizando 118 pessoas.
Kanaan disse ainda que um grupo de 38 caminhoneiros brasileiros aguardam liberação, mas devem chegar a Pacaraima nesta quarta (27).
Entre os brasileiros que conseguiram retornar, estão 9 mulheres que foram submetidas a cirurgias na Venezuela e 5 acompanhantes. Elas estavam em Porto Ordáz (a cerca de 650 km da fronteira), a maioria para passar por procedimentos estéticos. A cidade é destino recorrente de brasileiros em busca
de cirurgias plásticas em razão do preço, menor do que o praticado no Brasil.
Por volta das 20h30 um comboio formado por mais de 15 carros atravessou a fronteira com 104 brasileiros, entre eles um grupo de turistas que está no Monte Roraima, além de pessoas que estavam em Santa Elena e Porto Ordaz.
Durante a manhã, outras duas mulheres recém-operadas se arriscaram para atravessar utilizando as rotas informais e precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.
Inês Cristina, uma das acompanhantes, disse que deixou Porto Ordaz às 5h em um carro com outras duas pessoas e chegaram a fronteira às 15h, onde permaneceu por mais uma hora até a chegada de outros veículos do comboio. Ao chegar, disse ter "dado sorte" de encontrar o governador do estado de Bolívar, onde fica Puerto Ordáz. Ele mediou o processo de entrada.
A garimpeira Karen Porto, 33 anos, que estava há oito dias em Porto Ordaz, fez uma cirurgia bariátrica. Há cinco anos ela planejava ir à Venezuela para a realização da cirurgia, e viajou de Itaituba, no Pará, somente para a realização do procedimento. “Não me arrependo, porque vai ser uma nova experiência para mim, além da minha saúde”, disse.
A mulher disse que em nenhum momento os militares venezuelanos foram violentos. “Lá estava tudo tranquilo, vimos essa movimentação na televisão e deu um pouco de medo de voltar, mas graças a Deus estamos aqui.”


*G1

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