Um estudo publicado pela revista médica The Lancet aponta que a hanseníase atinge mais as minorias sociais, como a população com menor poder financeiro e que se autodeclara negra.
Os autores que assinam a pesquisa são da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da London School of Hygiene and Tropical Medicine. Com dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), a equipe fez um cruzamento com os registros de hanseníase no Brasil entre 2007 e 2014, disponíveis na base do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.
Não ter uma fonte de renda também aumenta os riscos da doença: pessoas em situação de miséria ou pobreza, que não dispõem de nenhuma renda ou que ganham até R$ 250 mensais, acabam tendo um risco 40% maior do que aqueles que recebem mais de um salário mínimo. "Além disso, indicadores diretos de privação, incluindo ausência de renda familiar, baixo nível de escolaridade e fatores que refletem condições de vida desfavoráveis, estavam associados a uma incidência de hanseníase até duas vezes maior", apontaram os pesquisadores.
*Metro1

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