Desde o anúncio da chegada do coronavírus no Brasil, cujo primeiro caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde no dia 26 de fevereiro, a busca por álcool gel aumentou desenfreadamente nas farmácias baianas e os estoques chegaram a zero.
Na Bahia, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde nesta última segunda-feira (2), 47 casos haviam sido notificados com suspeita clínica de infecção pelo novo coronavírus, e 21 foram excluídos por não se enquadrarem no protocolo do Ministério da Saúde. Onze casos haviam tido resultado laboratorial negativo e outros quinze ainda seguem no aguardo.
A reportagem do VN percorreu algumas farmácias em Salvador e entrou em contato com outras pelo interior da Bahia. Das pesquisadas, apenas uma filial da Pague Menos, na Pituba, tinha três unidades pequenas disponíveis. Segundo uma vendedora, o estoque havia chegado no domingo (1º), com cerca de 100 unidades. “Somente um rapaz levou uns 30”.
Alguns metros depois, na Ultrafarma a situação era um pouco mais grave, pois além de não ter unidades disponíveis, o local que envia estoque também estava desabastecido, sem previsão de chegada. Na mesma rua há duas unidades da Drogasil. Em uma a vendedora foi enfática. “Está em falta”. Na outra, por azar, a última unidade do produto havia sido vendida minutos atrás.
Maria Fernanda Barros, farmacêutica responsável pelo Centro de Informações sobre Medicamentos do Conselho Regional de Farmácias da Bahia, afirma que é compreensível o medo e ansiedade do público diante o surto. Ela ressalta que além do uso do álcool gel, há outras recomendações da Organização Mundial da Saúde para a proteção do vírus. Ela conta a higienização das mãos com água e sabão é um substituto ao produto e explica:
“Sobre o álcool etílico com a finalidade de desinfecção de superfícies, ou seja, com ação antimicrobiana, deve ser apresentado na concentração 70%. Se for vendido para o público em geral nas farmácias, é obrigatório que seja na forma de gel. Os destinados ao uso hospitalar, podem ser vendidos na forma de líquido”. Fernanda ressalta que as recomendações da proteção ao covid-19 são válidas para diversos tipos de infecções, desde uma gripe ou até uma infecção gastrointestinal.
“É uma forma de nos prevenirmos para velhas e novas doenças”.
*Varela Notícias

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