O teste da vacina é dividido em três fases e deve durar entre 12 e 14 meses para que o imunizante seja aprovado e, assim, tenha início a produção em escala industrial. Mas isso depende do fluxo de investimentos.
De acordo com a coordenadora do CT-Vacinas, Ana Paula Fernandes, o diferencial da vacina da UFMG em relação às produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, é o fato de os insumos necessários — o chamado IFA (ingrediente farmacêutico ativo) — serem todos produzidos no Brasil.
Os testes clínicos em humanos têm custo de R$ 30 milhões nas duas primeiras fases: preparação dos laboratórios da Funed (Fundação Ezequiel Dias), em Belo Horizonte, para a escala industrial e avaliação da resposta de um grupo de 40 pessoas ao imunizante.
Na terceira parte, explica Fernandes, serão testadas 20 mil pessoas, necessitando recursos acima de R$ 100 milhões. A cientista afirma que, embora o investimento seja alto, “é menor do que aquele feito para a transferência das tecnologias de fora”.
“O sistema de vacinas brasileiro está atrofiado. Além do Butantan e da Fiocruz, temos somente a Funed com capacidade de produção de imunizantes, mas que também está engessado”, diz Fernandes.
*varelanotícias

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