De acordo com o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, “foram investidos mais de R$ 20 milhões nos últimos anos pelo Governo do Estado e a unidade agora é referência nacional em testes do tipo RT-PCR e sequenciamento genético de amostras da Bahia e de outros cinco estados (Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte)”, afirma.
A diretora geral do Lacen-BA, Arabela Leal, explica que outros equipamentos chegarão em breve. “Estamos em processo de aquisição de mais três extratores e dois pipetadores robotizados que vão ampliar ainda mais a nossa capacidade de realizar RT-PCR, bem como outro equipamento de sequenciamento genético”, ressalta.
O secretário da Saúde da Bahia explica que o sequenciamento é a leitura do genoma (DNA ou RNA) de um organismo. “Saber como o Sars-CoV-2 (Covid-19) se comporta em nível genômico auxilia o desenvolvimento de vacinas e drogas eficientes, sobretudo, ao considerar as mutações identificadas. Traçando um paralelo com outros tipos de vírus, não é incomum pacientes desenvolverem “resistência” ao medicamento e isso ocorre não porque o paciente ficou resistente, mas sim o vírus”, ressalta Vilas-Boas.
Segundo a diretora geral do Lacen-BA, desde o início da operação em fevereiro deste ano, a Bahia já sequenciou 176 amostras, sendo 32 finalizadas ontem (31). “As variantes de maior atenção estão relacionadas as cepas do Reino Unido (B.1.1.7) e de Manaus (P1), que são consideradas mais contagiosas. Juntas, elas foram detectadas nos municípios de Amargosa, Anguera, Brumado, Cipó, Cruz das Almas, Feira de Santana, Guanambi, Ilhéus, Itabuna, Itapetinga, Irecê, João Dourado, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Mutuípe, Salvador, Santa Luz, São Sebastião do Passé e Serra Preta”, destaca.
*Bahia Notícias

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