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| Foto: Demétrio Martins/Divulgação |
Se comparado ao mês anterior, houve variação de 167% na diferença entre o número de mortos e nascimentos.
Em abril deste ano foram 4.818 óbitos a mais do que nascimentos. No mesmo período do ano passado foram 37.075 nascimentos a mais do que óbitos.
O dado expõe a alta mortalidade do mês de abril, sobretudo, pela pandemia de coronavírus. Na quinta-feira (29), a Fiocruz informou que a taxa de letalidade entre os infectados pela Covid-19 aumentou de 3% em março para 4,4% em abril.
Abril mortal no sudeste
Formado por quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), o Sudeste é a região mais populosa do país, somando 85 milhões de habitantes.
O número de mortos também foi superior ao de nascidos vivos nos dois estados mais populosos da região: São Paulo e Rio de Janeiro.
SP
Em São Paulo, o registro é inédito. Desde o início da série histórica, em 2003, a diferença sempre foi positiva a favor dos nascimentos. Em abril deste ano, o estado registrou cerca de 3 mil óbitos (45.828) a mais do que o número de nascidos vivos (43.111). Em abril de 2020, foram 21.068 nascimentos a mais do que óbitos.
Também pela primeira vez, o decréscimo populacional foi observado na cidade mais populosa do país. Ao todo, foram 12.706 óbitos e 12.196 nascimentos neste ano, enquanto que em abril de 2020 foram quase quatro mil nascimentos a mais que óbitos.
MG
Minas Gerais apontou, até a última atualização do Registro Civil, apenas 41 nascimentos a mais do que óbitos. Em janeiro de 2020, esta diferença era de 10.348 registros de nascimentos a mais.
Na capital mineira, entretanto, o diferença mostra aumento no número de mortes. Foram registrados 2.501 óbitos e 2.115 nascimentos.
RJ
O fenômeno não é novidade no Rio de Janeiro, que pela terceira vez registra maior número de óbitos desde o início da pandemia. O estado já havia superado esta marca em maio e dezembro de 2020. Em abril deste ano, foram cerca de 2.453 mortes a mais do que nascimentos.
Na capital do estado a situação é ainda mais grave. Será o oitavo mês com mais falecimentos do que nascidos desde que a pandemia teve início.
ES
Entre os estados da região, o Espírito Santo foi o único que conseguiu manter uma diferença positiva a favor dos nascimentos. Foram 311 nascimentos a mais do que óbitos.
Já a capital, Vitória, registrou pela primeira vez um mês com mais óbitos neste mês. Foram 466 óbitos e 411 nascimentos. No mesmo período do ano passado, foram registrados 208 nascimentos a mais do que óbitos.
Aumento de óbitos no Brasil
Embora o sudeste apresente números inéditos de decréscimo populacional, o fato não se restringe a região.
Além das capitais sudestinas, também foi observado diferença positiva a favor do número de mortes nas seguintes capitais: Curitiba (PR), São Luís (MA), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Recife (PE).
Se os números preliminares se confirmarem, será a primeira vez que Curitiba, no Paraná, registra maior número de óbitos desde o início da série histórica.
Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou pelo segundo mês seguido mais óbitos do que nascimentos. A capital, Porto Alegre, teve o quarto mês consecutivo com mais mortes do que nascimentos, com diferença de 766 óbitos.
*G1

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