O ex-presidente Evo Morales, exilado no México, começou a ser investigado por "sedição e terrorismo", em uma ação do governo provisório que pode acirrar ainda mais os ânimos e complicar a solução para a violenta crise na Bolívia.
Nesta última sexta-feira (22), o Ministério Público (MP) abriu o processo contra Morales a partir de uma denúncia apresentada pelo ministro do Governo (Interior), Arturo Murillo, conforme apuração do G1.
O funcionário foi ao tribunal com um áudio como prova. Na gravação revelada na quarta-feira, Morales é supostamente ouvido dando instruções a um plantador de coca para cercar as cidades e interromper o fornecimento de alimentos, bloqueando estradas.
"Estamos pedindo a penalidade máxima por sedição e terrorismo", afirmou Murillo.

