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21 de julho de 2022

Brasil: pesquisa faz mapeamento da incidência de malária em gestantes

Foto: Arquivo/MDS

Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) fez um mapeamento da incidência de malária em gestantes no Brasil. A abrangência do estudo torna o trabalho inédito, tendo em vista que foi analisado um longo período, de 2004 a 2018, e envolve mais de 60 mil mulheres, a partir de dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária), do Ministério da Saúde. Entre os resultados encontrados, está a observação de que a doença ocorre mais em grávidas de municípios dos estados do Amazonas, do Acre, de Rondônia e do Pará.

“São os hotspots para a doença, aquelas regiões que são mais críticas, onde a frequência da doença acontece com mais evidência. O estudo indica onde seriam necessárias maiores intervenções do sistema de saúde, de  políticas públicas”, explica Cláudio Romero Farias Marinho, professor do Laboratório de Imunoparasitologia Experimental do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP), que coordenou o trabalho. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e publicada na revista Lancet Regional Health - Americas.

17 de abril de 2021

Novo estudo descarta elo entre tipo sanguíneo e a incidência de Covid

Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP

Uma investigação feita com mais de 100 mil pessoas nos Estados Unidos demonstrou que não há relação entre o tipo sanguíneo e a suscetibilidade ou não em contrair a Covid-19. Pesquisas anteriores apontam que pessoas com tipo sanguíneo A eram mais suscetíveis ao vírus.

O estudo, publicado no The Journal of the American Medical Association, utilizou a base de dados de 24 hospitais e 215 clínicas de três estados americanos (Utah, Nevada e Idaho) associados ao Intermountain Healthcare, um sistema de saúde sem fins lucrativos.

A investigação foi liderada por pesquisadores da Universidade de Stanford, Escola de Medicina de Utah e do Instituto do Coração do Centro Médico Intermountain.

21 de julho de 2020

Fiocruz: covid-19 se estabilizou em níveis altos de incidência e morte

As tendências de incidência e mortalidade por covid-19 no Brasil se estabilizaram em patamares altos, avalia o último Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado ontem (20). O estudo é referente ao período de 28 de junho a 11 de julho, que corresponde às semanas epidemiológicas 27 e 28. As informações são da Agência Brasil.

A estabilização das tendências a nível nacional é resultado de movimentos de avanço ou recuo da pandemia nas unidade da federação, mostra a pesquisa. No caso da média diária de registro de casos, houve quedas no Rio Grande do Norte (-12,3%), Roraima (-9,3%), Rondônia (-8,4%), Rio de Janeiro (-5,3%), Espírito Santo (-3,7%) e mais 10 estados. Por outro lado, a média cresceu no Mato Grosso (+4,1%), Santa Catarina (+3,7%), Amazonas (+1,9%), Rio Grande do Sul (+1,8%), Goiás (+1,7%) e outros sete estados.

Apesar da queda, Roraima continua a ser o estado com a maior taxa de incidência, seguido por Distrito Federal e Sergipe. Em termos regionais, o Sul e o Centro-Oeste apresentaram tendência geral de aumento no número de casos, com os destaques de Santa Catarina e Mato Grosso, respectivamente.

12 de setembro de 2019

Em um ano, incidência da dengue no país aumenta 600%

O Ministério da Saúde informou ontem (11) que, de 30 de dezembro a 24 de agosto, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.
Minas Gerais é, até o momento, o estado com o maior número de ocorrências, com um total de 471.165. Um ano antes, os municípios mineiros registravam 23.290 casos.
São Paulo (437.047) aparece em segundo lugar, sendo, ainda, a unidade federativa em que a incidência da doença mais cresceu (3.712%), no intervalo de análise. Em 2018, foram reportados 11.465 casos.

9 de dezembro de 2017

Incidência de Aids em presídios é 138 vezes maior do que média nacional

A incidência de Aids nas cadeias brasileiras é 138 vezes maior do que a média do país, segundo um Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) com dados de 2015 e 2016 divulgado nesta sexta-feira (8). A incidência do vírus HIV em 2015 nos presídios foi de 2.189,9 casos para cem mil detentos. Já para a população em geral, são 15,8 casos para cem mil pessoas.
Em 2015, havia 5.084 profissionais de saúde no sistema penitenciário nacional, para dar conta de 698,62 mil internos, ou seja, um profissional para 137 presos. Para as mulheres, há apenas um ginecologista para 2.109 detentas.
A pesquisa também revela que as chances de suicídios nos presídios são quatro