10 de setembro de 2015

Pais comemoram separação de gêmeas siamesas em GO: 'Só alegria'

As gêmeas siamesas Maria Clara e Maria Eduarda, de 4 meses, passaram por cirurgia de separação na manhã desta última quarta-feira (9), no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. Os pais comemoraram a operação, que durou seis horas e, segundo os médicos, correu sem imprevistos. A mãe das meninas, Denise Borges de Oliveira, de 20 anos, disse que está feliz com a separação das filhas. “Agora é só alegria. Não vejo a hora de poder levar elas para casa. Agradeço muito por ter dado tudo certo”, afirmou.
Ela contou que queria que as filhas, que nasceram em Salvador (BA), fossem separadas porque elas já estavam começando a tentar se mover e não conseguiam. O cirurgião pediátrico Zacharias Calil coordenou a operação, realizada por uma equipe de 11 médicos. "Tudo ocorreu dentro do previsto”, avaliou. A equipe e as pacientes estiveram no Centro Cirúrgico das 7h às 13h desta quarta-feira. O HMI informou que o estado de saúde das gêmeas siamesas separadas é grave, mas é estável. Elas estão internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do hospital e respiram com ajuda de aparelhos. Ainda não há previsão de alta. 
Operação 
O cirurgião pediátrico Zacharias Calil informou que, durante a operação, a equipe percebeu que, além de serem unidas pelo abdômen e compartilharem o fígado, as gêmeas também dividiam uma membrana do coração. “Elas compartilhavam a membrana que reveste o coração. O líquido de uma passava para outra, mas foi realizado o procedimento de separação”, explicou. Conforme Calil, a parte mais complicada da operação foi a separação do fígado. “O procedimento é de alto risco e envolve o fígado que é muito espesso e, por isso, o sangramento é maior. Mas usamos um novo equipamento, que é um bisturi harmônico, que queima a frio que não deixa dar tanto sangramento”, escalreceu. Ainda segundo o médico, não houve qualquer alteração de pressão ou temperatura durante a cirurgia, elas se mantiveram estáveis durante a operação. Para o fechamento do abdômen, no entanto, não havia pele suficiente. “Para fechar completamente o abdômen, precisamos colocar uma tela em cada uma”, afirmou. Zacharias Calil afirmou que a recuperação ainda é imprevisível e será preciso observar como elas irão reagir no período pós-operatório. As irmãs devem ficar na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por, no mínimo, sete dias.
Globo.com

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