4 de setembro de 2015

Sem recursos, governo federal congela bolsas do Ciência sem Fronteiras em 2016

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O governo federal decidiu congelar a oferta de novas bolsas do programa Ciência sem Fronteiras para 2016. A justificativa do Planalto foi a falta de recursos que levou a equipe econômica a enviar ao Congresso um Orçamento com previsão de déficit em 2016. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o orçamento de 2,1 bilhões de reais, definido pela equipe econômica para o programa no próximo ano, é suficiente apenas para a manutenção de estudantes que já estão no exterior. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), os recursos previstos serão usados para “custear 13.330 bolsas entre graduação e pós-graduação” em 2016 sob a sua responsabilidade.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), outra agência federal de fomento à pesquisa, terá recursos para outros 22.610 benefícios. O jornal diz que assessores da presidente Dilma Rousseff chegaram a defender uma redução ainda mais drástica no programa, mas a ideia foi descartada, diante dos efeitos negativos que a medida poderia provocar. Em comparação com o orçamento deste ano, de 3,5 bilhões de reais, os recursos do Ciência sem Fronteiras em 2016 terão corte de 40,3%. Um porcentual acima disso levaria à interrupção dos estudos de quem já foi selecionado e embarcou para uma universidade lá fora. O programa foi lançado em julho de 2011 e se tornou uma das principais bandeiras do governo na educação. Após a abertura de 101 mil vagas até 2014, a promessa para o segundo mandato foi a de criar mais 100 mil bolsas. Um dos fatores que eleveram o custo do programa foi a alta do dolar. O Ciência sem Fronteiras tem desembolsos não só com o pagamento de benefícios aos alunos, como para instituições de ensino superior que acolhem os brasileiros.
VN

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