17 de maio de 2016

Pílula do câncer só vai para o SUS se Anvisa comprovar efeito, diz ministro

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou durante visita à Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), que, caso o resultado dos estudos sobre os efeitos da fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer, não comprovarem sua eficácia, a droga não será distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mesmo estando liberada por lei. 
"A Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] está fazendo os estudos. Pedi agilidade à Anvisa não só nesse caso, mas em vários outros nos quais precisamos rapidamente aprovar medicamentos novos e princípios ativos. A Anvisa precisa nos garantir mais agilidade, com segurança e proteção ao consumidor".

O secretário estadual de Saúde, David Uip, informou que, assim que o laboratório responsável por produzir a fosfoetanolamina entregar o material, o governo paulista encapsulará rapidamente a droga e em prazo de seis meses já haverá resultados. "É a primeira pesquisa que há e daqui a pouquíssimo tempo teremos os resultados definitivos". Uip declarou ainda que deve ter reuniões com o ministro quarta (18) e quinta-feira (19).
Saúde não receberá mais recursos
"Não contem com mais dinheiro. Se vier o que está previsto, já vai ser uma grande vitória", disse na manhã desta segunda, indicando que a escassez de recursos pode comprometer a execução das ações da pasta..
Barros não detalhou quais seriam os primeiros programas afetados pela falta de verba. "Os cortes já foram feitos pelo governo anterior. Temos R$ 5,5 bilhões de corte já efetuados na Saúde e eu pretendo trabalhar muito para ver se recupero aquilo que estava no orçamento", disse o deputado federal licenciado.
Apesar do problema de subfinanciamento do SUS (SUS), Barros voltou a defender medida que desvincula as receitas da União e que poderia diminuir o
repasse para áreas como saúde e educação. Relator do Orçamento de 2016 na Câmara, ele preparou proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o tema, mas disse que, como ministro, não tratará do assunto.

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