10 de junho de 2016

Secretária de Administração Dr. Luciene explica decisão do TJ-BA em bloquear os bens do prefeito Humberto Leite, “Não há motivos” "Mas, o ex gestor Dr. Euvaldo Rosa vai ter que responder com todas as contratações feitas por inexigibilidade"

Nesta semana foi divulgada a decisão do Tribunal de Justiça (TJ-BA) sobre a indisponibilidade dos bens do prefeito Humberto Leite. Em contato com a Rádio Andaiá FM, a secretária de administração, Dr. Luciene falou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou em defesa do prefeito para dar uma amplitude maior. “Dr. João Emanuel tem no pensamento dele de que os contratos com advogados e contabilidade não podem ser feitos por inexigibilidade e isso causou essa indisponibilidade de bens do prefeito e com certeza essa ação será revertida no Tribunal de Justiça até porque em matéria veiculada nos meios de comunicação a OAB-BA já esta entrando nesse processo para que seja tido como constitucional a contratação de advogados por inexigibilidade, sendo que 99% dos prefeitos da Bahia e do Brasil contratam advogados e contadores através de inexigibilidade, pois tem um elemento confiança”, explicou.
De acordo com a secretária, são três advogados no município e a procuradoria publicou uma resolução afirmando que o corpo jurídico dos advogados efetivos não teria condições de dar suporte as demandas para uma cidade do porte de Santo Antônio de Jesus. “Eles próprios reconhecem isso, em contrapartida a própria procuradoria nessa ações entra com uma defesa e na defesa que o município apresenta  já demonstra ao judiciário o efetivo trabalho dessas pessoas. Quando se contrata o efetivo exercício não há o que falar de improbidade, se a pessoas trabalhou ela tem que receber, então não há improbidade porque não há má fé, não há prejuízo público”, frisou. Ela ainda ressalta que foram quatro ações, sendo três de advogados e uma de contabilidade. Duas dessas ações foram para um juiz e as outras para outro juiz. “Quando a dr. Renata que é juíza pediu o bloqueio dos bens, em contrapartida Dr. Pedro não entendeu dessa forma. No pronunciamento de Dr. Pedro ele não disponibilizou os bens do prefeito e aí o Ministério Público agravou dessa decisão e a desembargadora entendeu assim em bloquear os bens. Mas não tem motivos para esse bloqueio. Não há com o que se preocupar.Ontem tive com Dr. João Emanuel tratando desse assunto e ele me demonstrou nessa reunião que não só o atual prefeito de Santo Antônio de Jesus vai responder nessa ação como também o ex gestor Dr. Euvaldo Rosa com todas as contratações feitas por inexigibilidade”, salientou.
Jéssica Oliveira/Blog do Valente

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