A Justiça Federal determinou que os 40 investigados na operação Greenfield da Polícia Federal – que apura irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país – sejam afastados das instituições financeiras. Pela decisão, os supostos operadores do esquema não podem entrar nos prédios dos órgãos, conversar entre si, deixar o país e nem manter qualquer atividade no mercado financeiro. Na sentença, o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília Vallisney de Souza Oliveira afirma que as sanções são uma "alternativa à prisão", suficiente para "minimizar ou fazer cessar as atividades ilícitas e salvaguardar a ordem pública e econômica".
Entre os 40 gestores atingidos pela medida está o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Ele foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento, mas depois é liberada) nesta segunda como parte da operação Greenfield. O empresário estava em liberdade provisória, mas voltou a ser preso nesta segunda por envolvimento na Lava Jato. Os focos da operação Greenfield são a Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa), a Petros (Petrobras), a Previ (Banco do Brasil) e o Postalis (Correios). A ação da PF contou com auxílio do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Dos 147 mandados de busca e apreensão, prisão e condução coercitiva expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília, 139 tinham sido cumpridos até as 18h desta segunda. Foram 5 mandados de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 28 de condução coercitiva. (Globo)

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