Denunciando a grave crise financeira que enfrentam, mais
de 350 prefeituras baianas fecharam as portas na quinta-feira (26) em um
protesto no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, que teve início em
frente à sede da União dos Prefeitos da Bahia e seguiu até a Assembleia
Legislativa. À tarde, os gestores se reuniram com deputados federais e
senadores e encaminharam uma carta ao Governo Federal com a reivindicação de R$
4 bilhões para o fechamento das contas anuais, encontro realizado no auditório
da UPB.
De acordo com a entidade, as gestões municipais enfrentam
grave déficit orçamentário, o que dificulta o pagamento de funcionários e a
manutenção de serviços em setores como saúde, educação e assistência social.
No auditório da UPB, estiveram presentes os deputados
Cláudio Cajado (DEM) e Bebeto Galvão (PSB), e os senadores Otto Alencar (PSD) e
Lídice da Mata (PSB).
Entre as pautas de interesse das prefeituras estão a
retirada de despesas de programas sociais do governo pelos municípios; reajuste
dos repasses dos programas federais e estaduais; repasse imediato dos royalties
de petróleo pelo Governo do Estado para os municípios e a edição de Medida
Provisória para garantir o Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM), no aporte
de R$ 4 bilhões, para que as administrações municipais fechem as contas do ano.
Na quarta-feira (25), durante entrevista a Mário Kértesz,
na Rádio Metrópole, o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures
Ribeiro (PSD), criticou o corte de repasse de verbas destinada à Bahia pelo
Governo Federal. Segundo ele, em tempos de crise "quem sofre é o
pequeno". "O Governo Federal pegou um ʹbocadoʹ de programas sociais e
jogou nas nossas costas. Tem município que mesmo enxugando não consegue pagar a
folha. Como é que se governa sem dinheiro?", questionou.
De acordo com Eures, está prevista uma ida de prefeitos a
Brasília, no próximo dia 22, para exigir do governo federal o apoio financeiro
aos municípios brasileiros. Metro

Nenhum comentário:
Postar um comentário