Decisão não deve abrir
exceções
O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, conversou com líderes mundiais sobre seu planejado
aumento de tarifas sobre o aço e alumínio e não está considerando nenhuma
isenção à medida, disse o secretário de Comércio, Wilbur Ross, neste domingo
(04). “Eu sei que ele teve conversas com vários líderes mundiais”, disse Ross
em entrevista ao programa “This Week”, da ABC.
“A decisão obviamente é dele,
mas dado o momento e até onde eu sei, ele está falando sobre uma medida
bastante ampla. Ainda não o ouvi descrever isenções específicas”, disse Ross.
Na quinta-feira (28), Trump
disse que os Estados Unidos aplicariam uma taxa de 25% sobre o aço importado e
de 10% sobre o alumínio para proteger os produtores nacionais, provocando uma
tempestade de críticas dos parceiros comerciais e impactando os mercados de
ações.
Ross minimizou os possíveis
efeitos das tarifas propostas sobre a economia dos EUA. Ele disse que a
quantidade total de tarifas que o governo dos EUA propõe é de cerca de US$ 9
bilhões por ano, uma fração de 1% da economia. “Então a noção de que isso
destruiria muitos empregos, elevaria os preços, perturbaria as coisas está
errada”, disse Ross.
O secretário de comércio
avaliou as ameaças da União Europeia de implementar tarifas de retaliação sobre
produtos americanos emblemáticos, incluindo motos Harley Davidson, bourbon e o
jeans Levi's, como triviais e um “erro de arredondamento”.
No sábado (3), Trump ameaçou
as montadoras europeias com um imposto sobre as importações se a União Europeia
optar pela retaliação. Ross disse que os europeus estavam discutindo uma
quantidade bastante trivial de tarifas de retaliação, somando cerca de US$ 3
bilhões em mercadorias. “Pelo tamanho da nossa economia, isso é uma pequena,
pequena fração de 1%”, afirmou Ross. “Então embora isso possa afetar um
produtor individual por algum tempo, no geral não será muito mais do que um
erro de arredondamento”.
Correio24h

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