3 de janeiro de 2023

Em posse, ministro da Educação promete foco em alfabetização e verba para universidades

Foto: Reprodução

O discurso de posse de Camilo Santana (PT) no Ministério da Educação (MEC), nesta última segunda-feira (2), em Brasília, foi marcado por referências ao educador e patrono da educação brasileira Paulo Freire, figura bastante rejeitada por bolsonaristas, e às experiências exitosas na área no Ceará, estado em que foi governador, entre 2015 e 2022. 

A alfabetização foi parte central de sua fala. O novo ministro afirmou que alfabetizar todas as crianças do país “na idade certa” será sua prioridade nos primeiros cem dias de gestão da pasta. Outros ex-ministros do MEC, como Renato Janine Ribeiro, durante governo Dilma, e Cristovam Buarque, na primeira gestão de Lula, presenciaram a solenidade. Seu antecessor, Victor Godoy Veiga, não participou da cerimônia.

Além de priorizar a alfabetização, o ministro também prometeu aumentar o número de escolas em tempo integral; realizar um estudo para retomada de todas as obras de creche e escolas, que estão paralisadas por falta de repasses de recurso federal; um plano para recuperar a qualidade da merenda; recuperar a credibilidade do Enem; um plano de retomada do Fies e Prouni; mais investimentos em ciência e tecnologia e o fortalecimento da autonomia das universidades.
Camilo Santana não citou nominalmente Bolsonaro nem Victor Godoy Veiga, mas afirmou que a educação foi tratada com desprezo na última gestão, sendo considerada um “subproduto”. 

“Vivemos recentemente tempos muito sombrios, onde o Brasil foi violentamente negligenciado nas suas mais importantes áreas, e a educação, sem dúvida, foi uma das mais atingidas”, disse. 

*Metro1

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