"Foi preciso escrever para as pessoas entenderem que não é não”, disse Luiza Alana, integrante de um coletivo de mulheres que usa a informação, o empoderamento e tatuagens temporárias como instrumentos contra o assédio. A ideia começou no Rio de Janeiro durante o carnaval do ano passado. A distribuição gratuita das tatuagens com os dizeres “Não É Não!” deu tão certo que agora se espalhou por São Paulo, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais.
“É o resultado de um financiamento coletivo. A distribuição é gratuita. É a primeira vez que Belo Horizonte participa. A gente já começou a distribuir o projeto durante os ensaios de blocos e a aceitação tem sido muito positiva, tanto das mulheres quanto dos homens”, disse Luiza. A expectativa é que 4 mil tatuagens temporárias sejam distribuídas durante o carnaval.
Luiza falou que as cartelas são destinadas apenas às mulheres. “Teve caso de amigos que pediram a tatuagem, mas eu tive que explicar que o corpo que


