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10 de maio de 2021

Mais de 22 mil morreram por Covid internados em UPAs por mais tempo que recomendado

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Passa de 22 mil o número de pessoas mortas pela Covid-19 em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Brasil desde o ano passado. O número, levantado por reportagem do Estadão, diz respeito a pacientes que ficaram internados nessas unidades por mais tempo do que o recomendado devido a falta de leitos em hospitais.

Os dados foram consultados no sistema de internações Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde e revelam que cerca de 10% das vítimas tinham menos de 60 anos e nenhum fator de risco associado. O levantamento leva em conta pacientes que ficaram internados por dois dias ou mais nessas unidades, prática vedada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O entendimento do CFM, conforme prevê a resolução 2.079 de 2014, é de que as UPAs não devem manter o doente por mais de 24 horas no local, mesmo que as unidades tenham estrutura para dar o primeiro atendimento e estabilizar pacientes graves. Passado esse período, a recomendação é de que, caso o paciente ainda necessite de internação, seja transferido a um hospital de referência.

8 de abril de 2020

UPA de Santo Antonio de Jesus é autorizada pelo Governo do Estado a funcionar fazendo triagem de pacientes com sintomas do Covid-19

O governo estadual montou uma estratégia de atendimento específica para atendimento aos casos do novo coronavírus (Covid-19). Unidades de saúde foram preparadas no interior para receber casos da doença, que segundo dados do Ministério da Saúde deve chegar ao seu ápice entre os meses de abril e maio. Até o momento, de acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) com a relação de cidades divulgado no domingo (6), fora da capital, 194 pacientes foram diagnosticados com a Covid-19. 
Dezesseis novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ainda não inauguradas foram autorizadas pelo governador Rui Costa para que passem a funcionar fazendo a triagem de pacientes com sintomas de coronavírus em cidades do interior. Os equipamentos estão nos seguintes municípios: Alagoinhas, Araci, Brumado, Catu, Conceição do Coité, Gandu, Lauro de Freitas, Ipiaú, Itamaraju, Itacaré, Jaguaquara, Morro do Chapéu, Santo Antonio de Jesus, Serrinha, Tucano e Valença.

23 de julho de 2017

Tráfico limita acesso a UPAs e põe atendimentos na linha de tiro

Já com o motor e a sirene ligados, uma ambulância está pronta para sair em socorro de um baleado grave. O clique da fechadura do veículo, do lado de fora, desperta a atenção dos ocupantes. É o sinal de que algo está prestes a sair da rotina. O objetivo seria partir às pressas da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros até um hospital de emergência. A vítima, atingida por três tiros, corre risco de morrer. A porta da ambulância é aberta. Dois jovens, de bermudas, sem camisas, ostentando cordões e pulseiras de ouro, metem seu armamento pesado para dentro do carro. Um deles berra, se dirigindo ao paciente: “Tu é alemão, tu é alemão! Vou te picar todo!”. Entre o ferido e os traficantes, uma experiente enfermeira tem um fuzil apontado para o peito. De imediato, ela entende a mensagem: o baleado morava numa favela rival a dos

27 de junho de 2017

“Governo precariza cada vez mais a saúde na Bahia”, diz Alan Sanches

Ao apontar sérios problemas na gestão de saúde, a exemplo de atraso de pagamento de três meses de médicos que atuam até mesmo na UTI e fechamentos de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), o deputado estadual, Alan Sanches (DEM), que é vice-presidente da comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa, destaca que o Governo do Estado precariza cada vez mais o setor na Bahia. “E a população paga alto preço pelo descaso”. Conforme Alan Sanches faz questão de pontuar, as dificuldades são inúmeras, mas deixar de pagar os profissionais que já atuam em instalações ruins e até mesmo sem material para atendimento, já passa de descaso.“Recentemente denunciei que os profissionais do Hospital Regional de Santo Antonio de Jesus (HRSAJ) estavam há três meses sem receber salários e dias depois médicos contratados através de Pessoa Jurídica ou cooperativa da UTI Geral do Hospital Roberto Santos, demonstraram insatisfação através de um abaixo assinado também pelo mesmo motivo, ameaçando, inclusive, uma mobilização radicalizada. Deixando claro que o executivo estadual ignora que receber os salários em dia é um direito básico de todo trabalhador e condição mínima para que o mesmo exerça as suas funções com a tranquilidade que a profissão exige e que esta forma, o desrespeito ao médico significa também desrespeito a população assistida pelo SUS”. Aliado a isso, o deputado frisa que, após fechar importantes UPAs como a de Escada, no Subúrbio e a de São Caetano, a Sesab vive no faz de conta de que estas decisões não estão provocando sobrecarga na rede de atendimento de Salvador, que também já é precária. “E quem constatou isso não fui eu, mas sim o Ministério Público da Bahia (MP-BA) após abertura de um Inquérito Civil para apurar uma eventual desassistência à população por conta do encerramento das atividades da unidade de São Caetano, por exemplo. De acordo com o MP-BA, as investigações apontam que, por conta da sobrecarga, a capacidade de absorção da demanda das unidades de saúde foi prejudicada “em termos qualitativos e quantitativos e se fizermos uma varredura muitos outros casos entrariam no mesmo rol. “Porque, infelizmente, a saúde na Bahia foi banalizada”,