Ainda que, desde a chegada de Thomé de Souza, Salvador não tenha sido reconhecida como palco de batalhas homéricas com a exceção, é claro, pela luta que marcou a Independência da Bahia, nos últimos cinco anos a capital baiana se transformou num verdadeiro campo de disputa entre governantes. Não que brigas políticas não tenham acontecido em anos anteriores vide as que aconteciam entre o falecido Antônio Carlos Magalhães e a ex-prefeita Lídice da Mata, apenas para não retornar a tempos ainda mais longínquos. É que, desde a reascensão do DEM com ACM Neto, o PT, que buscava o controle da capital baiana após conquistar certa hegemonia no âmbito estadual, acabou criando uma disputa palmo a palmo por espaços em Salvador, apesar de nunca ter governado a cidade. Se durante os dois últimos anos de Jaques Wagner à frente do governo da Bahia houve certo grau de civilidade nas relações entre os Palácios de Ondina e Thomé de Souza, a chegada de Rui Costa acendeu a disputa a níveis pouco corteses. Desde então, Neto e Rui trocam farpas pela imprensa e, quando presentes em eventos, se cumprimentam protocolarmente. São considerados virtuais adversários nas eleições de 2018. A disputa, todavia, não tem sido ruim para os soteropolitanos. E o volume de investimentos transformou a cidade não apenas num campo de batalha de entre gestores, mas também num imenso canteiro de obras.
Do lado do governo estadual, o carro-chefe da propaganda estatal vale-se do



