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29 de junho de 2023

'Não podíamos esperar que fosse tão alta', diz presidente do IBGE sobre defasagem na contagem da população no Censo

Foto: Cláudio Vieira

O presidente interino do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, afirmou nesta última quarta-feira (28) que não esperava que houvesse uma defasagem tão grande entre a estimativa feita pelo órgão e o número oficial apresentado pelo Censo Demográfico 2022.

"Foi uma contagem feita depois de 12 anos, sem uma contagem no meio da década, e já esperávamos essa defasagem. Não podíamos esperar que fosse tão alta, mas já sabíamos que ia dar uma diferença em relação à população que vinha sendo estimada", afirmou a jornalistas.

Os números oficiais do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta quarta, apontam que o Brasil alcançou os 203.062.512 de habitantes. O número representa um aumento de 6,45% em relação ao último levantamento, feito em 2010, mas ainda veio bastante abaixo do esperado pelo IBGE.

19 de julho de 2022

Defasagem no Imposto de Renda faz quem ganha menos pagar quase 2.000% a mais

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Um estudo feito pelo Sindifisco Nacional, instituição que representa os auditores-fiscais da Receita Federal, mostrou que a defasagem na correção da tabela do Imposto de Renda (IR) e o aumento da inflação no Brasil tem gerado um aumento histórico da tributação sobre a população com menor poder aquisitivo. A simulação mostrou que uma pessoa que recebe R$ 5.000, após deduções, paga atualmente R$ 505,64 de IR. Se toda a defasagem fosse corrigida, esse valor cairia para R$ 24,73 - uma diferença de quase 2.000%.

Além disso, se houvesse o reajuste, apenas pessoas que ganham acima de R$ 4.670,23 deveriam pagar IR. Ou seja, mais cerca de 12,75 milhões de brasileiros estariam isentos do pagamento, totalizando 23,84 milhões. Atualmente, a isenção é dada apenas a quem ganha até R$ 1.903,98.

Ainda de acordo com a simulação do Sindifisco, o reajuste entre os contribuintes mais ricos, que ganham R$ 100 mil ao mês, a diferença percentual entre corrigir ou não a tabela seria bem menor, de cerca de 5%.

19 de outubro de 2021

Em acordo no STF, União se compromete a corrigir defasagem de doses de vacina à Bahia

Foto: Divulgação Sesab

O Ministério da Saúde se comprometeu, nesta última segunda-feira (18), a assegurar o esquema vacinal para o enfrentamento da covid-19 no Estado da Bahia e nos demais estados da federação, observadas informações técnicas da pasta sobre o cálculo da quantidade de doses para envio. O acordo foi firmado no âmbito da Ação Cível Originária (ACO) 3520, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência de conciliação, por videoconferência, convocada pelo relator, ministro Ricardo Lewandowski.

A União declarou que dará andamento, em até 10 dias, ao processo do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) referente à equalização das doses de vacina da Bahia, tratando de todas as questões firmadas no acordo.

Defasagem de doses - Na ação, o estado alega uma defasagem de mais de um milhão de doses no envio de vacinas contra a covid-19 pela União. A Procuradoria-Geral do Estado da Bahia sustenta que, inicialmente, as vacinas foram distribuídas aos estados com maior contingente de grupos prioritários e, posteriormente, o critério foi adequado para abranger o restante da população em ordem decrescente de idade. A partir dessa alteração, os estados que receberam menos doses na fase inicial deveriam ser compensados.

7 de agosto de 2017

Polícia Militar: defasagem de efetivo e a necessidade de foco na sua missão constitucional

Por Irlando Oliveira
No nosso período de formação, quando pretendíamos compor o oficialato da Polícia Militar do Estado da Bahia, na década de 80, sempre ouvíamos dizer da necessidade de sermos profissionais ecléticos, ou seja, de atuarmos em diversas áreas do conhecimento, o que é muito importante. Por outro lado, a sociedade vê a Corporação Policial-Militar tal qual panaceia, acreditando-a responsável por inúmeras atribuições, sendo que muitas das quais não nos dizem respeito, considerando a nossa missão precípua, à luz da Constituição Federal, que se traduz na polícia ostensiva e na preservação da ordem pública.
De uma ou de outra forma, a Polícia Militar vem atuando em diversas áreas na sociedade, nos seus mais variados campos de atuação profissional, como educação, assistências militares na justiça, ministério público, assembléias legislativas, dentre tantos outros, bem como na condução de alguns projetos sociais, emprestando o seu contributo como forma de agregar valor aos diversos segmentos, na tentativa de se buscar atenuar os inúmeros problemas sociais, geradores de conflitos, os quais sempre exigem a nossa intervenção.
Acontece, porém, que imprescindível se torna que atuemos direcionando os nossos esforços, a priori, para o cumprimento da nossa missão constitucional, assegurando segurança pública à sociedade, que tanto a almeja, para, aí sim, buscarmos atender demandas outras que também podemos atuar, como forma de se cobrir lacunas existentes, bem como contribuir para suavizar o caos social, através de ações preventivas, principalmente, atenuando, via de consequência, o nosso campo de atuação profissional.
Temos, nessas mais de três décadas de trabalho, constatado esforços sendo direcionados no sentido de atendermos demandas as quais não compõem o cerne da nossa missão constitucional, fragilizando e enfraquecendo toda uma estrutura voltada para a atividade finalística da PM, qual seja o policiamento ostensivo, através do qual se garantirá a preservação da ordem pública.
Diante da ineficiência das políticas públicas de alguns gestores, aliado à criminalidade que grassa e se avulta de forma assustadora no país, a PM vem tentado compor determinados serviços junto a outros órgãos e áreas, infelizmente em detrimento do policiamento ostensivo - nossa razão primeira -, vez que inúmeros policiais militares vêm sendo destinados para o atendimento de tais demandas, o que tem concorrido para uma sensível diminuição da tropa operacional, que integra as unidades responsáveis pela execução do policiamento ostensivo, como os grandes Batalhões e as inúmeras Companhias Independentes da PM.
Assim, devemos, todos nós, integrantes ou não da Corporação - porque somos cidadãos e necessitamos do asseguramento das nossas garantias e direitos -, unir esforços no sentido de se fazer com que o policiamento ostensivo tenha uma efetiva primazia, de modo a se destinar recursos de toda ordem para que as unidades operacionais da PM tenham condições plenas de garantir a segurança pública às sociedades, principalmente na atual conjuntura, em que é gritante a defasagem de efetivo das polícias.