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31 de março de 2023

Pedido de recuperação judicial deixa trabalhadores da Itaipava temerosos na Bahia

Foto: Divulgação/Grupo Petrópolis

Com dívidas estimadas em R$ 4,2 bilhões, o Grupo Petrópolis, dono das cervejas Itaipava, Black Princess e Cacildes, entrou em recuperação judicial na última segunda-feira (27). A empresa tem uma de suas fábricas em Alagoinhas, no interior da Bahia, e os funcionários estão temerosos com o futuro.

Inaugurada em 2013, a fábrica tem 680 pessoas diretamente empregadas, que não recebem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço desde novembro de 2021 e temem que a crise reflita em uma falência. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas da Bahia (Sindibeb), Alberto Evangelista, reclama da falta de contato direto da fábrica com os trabalhadores, que tiveram um pedido de reunião com a empresa negado.

Além da falta de repasse do FGTS, que passará a ser recebido de forma parcelada através de diálogo com a Caixa Econômica Federal, os empregados também não tiveram participação no lucro nos últimos dois anos. Para o sindicato, a comunicação feita apenas por meio de uma nota, aumenta a sensação de incerteza. 

11 de julho de 2018

Homem encontra objeto dentro de cerveja e pede indenização de R$ 50 mil na Bahia

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Um homem encontrou um objeto de plástico dentro da garrafa de uma cerveja produzida pela Cervejaria Petropolis da Bahia Ltda (Itaipava) e entrou com um processo contra a empresa, na 3ª Vara Cível de Feira de Santana. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que explicou que o homem pede uma indenização de R$ 50 mil. O processo já está em fase de contestação, no entanto, foi aberto no dia 30 de junho do ano passado, 15 dias após o ocorrido. As partes já foram convocadas para apresentar as propostas, caso queiram, de forma conjunta, e o prazo para solucionar o caso é de 15 dias.

16 de dezembro de 2016

Odebrecht aponta que dona da Itaipava intermediou pagamento de propina, diz revista

O grupo Petrópolis, dono da cerveja Itaipava, também pode estar na lista das envolvidas no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. De acordo com a revista Istoé, delações feitas por executivos da Odebrecht apontam que a cervejaria, sob comando do empresário Walter Faria, era “parceira” da empreiteira na distribuição de propina para políticos. Uma das planilhas apreendidas pela Polícia Federal com o diretor-presidente da Odebrecht, Benedicto Barbosa Júnior, teria a palavra manuscrita “Itaipava” ao lado do nome do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

13 de maio de 2015

Arena Fonte Nova diz que pode perder contrato milionário após proibição de shows

Depois de conseguir derrubar a decisão que impedia a realização de shows e eventos não esportivos na Arena Fonte Nova, o consórcio que administra o estádio divulgou manifesto na noite desta terça-feira (12) em que afirma que os prejuízos por conta da suspensão podem aumentar.
Em nota, a Arena Fonte Nova informou que o principal grupo patrocinador do espaço propôs reduzir o contrato por conta da ameaça de realização de eventos. Em 2013, a Arena Fonte Nova firmou um contrato de 10 anos com o Grupo Petrópolis, dono da marca de cerveja Itaipava, que lhe garante R$ 10 milhões por ano em troca do direito de dar nome ao estádio.
Segundo o consórcio, a quebra do contrato poderia ocorrer já que, durante a negociação para patrocínio, o estádio teve seu perfil multiuso para shows e eventos não esportivos incluído no acordo. Procurada pelo Correio24horas, a Arena informou que não falaria sobre a ameaça de contrato.
Ainda segundo a Arena, "mesmo respeitando toda a legislação e adotando medidas preventivas para o entorno, a arena, que foi concebida para ser um equipamento multiuso, tem seu direito e dever cerceados por questões que, no mínimo, fogem do bom senso."
A nota diz que a decisão foi "desproporcional", ao citar a ameaça de prisão dos responsáveis pela Arena Fonte Nova caso a decisão seja descumprida. 
Após decisão judicial publicada na segunda-feira (11), que proibia a realização de festas que ultrapassem o limite de 70 decibéis, a desembargadora Dinalva Gomes Laranjeira Pimentel, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia, expediu liminar permitindo ao consórcio voltar com a grade de programação. A magistrada determinou ainda que a Fonte Nova se adeque à legislação.
Entenda a disputa