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9 de agosto de 2019

PF faz nova operação contra o PCC por tráfico e lavagem de dinheiro

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenada pela Polícia Federal, deflagrou na manhã de hoje (9) a operação Caixa-Forte, para combater tráfico de drogas e lavagem de dinheiro pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
É a segunda operação realizada contra a facção criminosa nesta semana. Na terça (6), 20 supostos integrantes do PCC foram presos na Operação Cravada, com o objetivo de desarticular um núcleo financeiro da organização que teria movimentado cerca de R$ 1 milhão por mês.

17 de julho de 2018

PCC comandava crime até em presídio com bloqueador de celular

Chefes da facção criminosa PCC comandaram ações pelo país de tráfico de drogas a homicídios de rivais por meio de telefonemas feitos até mesmo dentro de duas prisões com bloqueadores de celular, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul.
A revelação, que levanta questionamentos sobre a eficácia de sistemas para barrar a comunicação de detentos, consta de denúncia apresentada pela Promotoria no início deste mês, fruto da operação Echelon (do grego escalão), contra 75 pessoas suspeitas de ligação com a facção.
A investigação teve início com a apreensão pela Secretaria da Administração Penitenciária paulista de uma série de bilhetes que a cúpula do Primeiro Comando da Capital, presa em Presidente Venceslau (interior de São Paulo), pretendia enviar para subalternos espalhados país afora.
A partir daí, de acordo com a Promotoria, dezenas de criminosos foram flagrados em conversas telefônicas realizadas no ano passado dentro e fora de

27 de fevereiro de 2018

Integrantes do PCC são mortos dentro de presídio no Rio Grande do Norte

Dois presos que faziam parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram mortos na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo Prisional de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Os corpos de Lázaro Luís de França Ferreira, 34 anos, conhecido como “Nego Lázaro”, e Shakespeare Costa de França, 24 anos, chamado de “Sheik”, estavam amarrados pelos pescoços com lençóis às grades de uma cela. Eles foram encontrados por agentes penitenciários na noite desse domingo, 25.
A investigação da Polícia Civil seguirá duas linhas: sobre uma disputa interna pela liderança do PCC no Rio Grande do Norte e sobre suposta saída dos dois presos assassinados da facção e fundação de outra, identificada como Legião do Norte. Não se sabe, por enquanto, se as mortes em Alcaçuz têm ligação com o crime do início do mês no Ceará o assassinato de Rogério Jeremias de Simone,

4 de julho de 2017

Polícia prende jornalista suspeita de envolvimento com facção criminosa

Policiais Civis do Rio lotados na Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam, na manhã de hoje (4) , a advogada e jornalista paulista Luana de Almeida Domingos, conhecida como Luana Don, de 32 anos. Ela foi presa na Rua Manoel Guerra do Amaral, em uma residência utilizada como esconderijo, em Ilha Bela, litoral norte de São Paulo. A ação contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo.
Luana era considerada uma das criminosas mais procuradas pela polícia paulista, figurando na primeira página do portal de procurados da Polícia Civil de São Paulo, com recompensa de até R$ 50 mil por informações que levassem à prisão dela. Havia mandado de mandado de prisão preventiva da jornalista pelos crimes de corrupção ativa e por integrar organização criminosa.
A polícia informou que a Luana é suspeita de integrar uma célula criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC ) denominada "sintonia dos gravatas" ou "célula R", responsável por transmitir as ordens da cúpula da organização criminosa.
Luana Don ganhou notoriedade por ter sido repórter de uma emissora de televisão, entre os anos 2012 e 2015, e também por trabalhos publicitários e fotos publicadas em redes sociais.

3 de maio de 2017

Advogada do PCC é presa por suspeita em mega-assalto no Paraguai

Uma advogada brasileira, de 36 anos, investigada na Operação Ethos, deflagrada em novembro de 2016 no oeste paulista, e foragida desde entao, foi presa nesta terça-feira (2) em Ciudad del Este, no Paraguai. Segundo a Polícia Nacional, ela também é suspeita de envolvimento no mega-assalto à Prosegur na madrugada do dia 23 de abril.
No roubo, o grupo levou cerca de US$ 11,7 milhões o equivalente a R$ 37 milhões da sede da transportadora de valores.
A suspeita foi presa no apartamento onde estava morando com o companheiro, também detido. No local, estava também a mãe da brasileira. Ela disse que a filha é advogada criminalista e que auxilia presos doentes e confirmou que estava morando naquele endereço havia ao menos quatro meses.
“Ela é encarregada da administração geral do PCC [Primeiro Comando da Capital], responsável por administrar quantias de dinheiro reservadas para casos como o de prisão de algum integrante ou de feridos em confrontos. Agora vamos intensificar as investigações para demonstrar a participação direta dela neste caso do assalto à Prosegur”, comentou o subcomandante da Polícia Nacional, Bartolomeu Baez.
No mesmo dia do assalto, o ministro do Interior do Paraguai, Lorenzo Lezcano, declarou acreditar que a metodologia usada no assalto pode ser atribuída ao PCC. O governo paraguaio também investiga a suposta participação de policiais no roubo e negligência nas buscas.
Desde o dia 23, três suspeitos foram presos pela polícia paraguaia e 15 pela

22 de janeiro de 2017

Mullheres de presos se desentendem em Alcaçuz, afetadas por guerra de facções

A guerra entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do Crime RN, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, extrapolou os muros e afetou os que estão do lado de fora da unidade à espera do fim do conflito que já dura oito dias. As famílias dos detentos se dividem na porta da unidade, trocam acusações e até agressões. Mulheres e crianças lidam com condições insalubres no exterior do presídio, mas não tiram os pés da areia no local.
Na entrada da penitenciária, ripas de madeira e telhados se equilibram junto com pedaços de alvenaria sem reboco, no local onde as mulheres de detentos que fazem parte do sindicato se reúnem noite e dia, desde o massacre que deixou 26 mortos no Alcaçuz. A estrutura é usada normalmente em dias de visita. Uma pia serve de cozinha para o grupo, e um menino de pouca idade dorme, nu, em cima do balcão.

20 de janeiro de 2017

Temer sabia de tensão entre PCC e Comando Vermelho desde as Olimpíadas, diz ministro

Nas últimas semanas, o país acompanha quase que, diariamente, cenas de terror em presídios no quatro cantos do país. A barbárie vista no sistema carcerário brasileiro é reflexo direto da disputa de facções entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV).
Curiosamente, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (19/01), o ministro Raul Jungmann (Defesa) revela que o presidente Michel Temer acompanhava, já no meio do ano passado, a ampliação da disputa entre as duas facções no Brasil, e também fora do país.
Segundo ele, no período da Olimpíada, o governo já tinha conhecimento sobre a ampliação da disputa de mercado entre o PCC e o CV. “Ficou evidente que haveria necessidade de uma resposta”, disse.
Diante desse quadro, segundo ele, já havia uma expectativa de que os militares fossem acionados a agir, mas não sabia que seria nos presídios. “Não sabíamos o dia ou exatamente o que viria,

17 de janeiro de 2017

Se o governo mexer com o PCC, o Brasil todo vai estralar, diz facção

Bandidos da facção criminosa PCC, dispararam contra a sede da Guarda Municipal de Fortaleza na manhã desta terça-feira (17). De acordo com a Polícia Militar do Estado e segundo o jornal Tribuna do Ceará "quatro homens chegaram em uma moto e alvejaram o prédio público".
Durante a ação, diz o jornal: "foi deixado na porta da unidade de segurança um cartaz supostamente assinado pela facção PCC, envolvida no confronto que deixou 26 mortos na Penitenciária de Alcaçuz neste fim de semana".
Fontes do Diário Potiguar afirmaram também que "o Estado confirmou 27 mortos, mas ITEP, por sua vez, irá receber 30. Diz o Diário que "uma outra informação, ainda não confirmada, dá conta de que mais de 100 pessoas morreram". O portal UOL afirma que "os presos estão soltos e têm controle do local".

10 de janeiro de 2017

Ministro da Justiça confirma envio de 200 homens da Força Nacional para AM e RR

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, acatou o pedido dos estados de Roraima e Amazonas e enviará 200 homens da Força Nacional, 100 para cada estado, para reforçar a segurança nesses locais. “Estamos deslocando entre hoje e amanhã, na madrugada, pela FAB [Força Aérea Brasileira], os homens e todo o equipamento de armamento e viaturas. Os homens vão realizar policiamento, apoio nos bloqueios e apoio no perímetro das penitenciárias”, afirmou. Os dois estados registraram na última semana rebeliões em unidades prisionais que deixaram cerca de 100 detentos mortos em menos de cinco dias.
Moraes enfatizou, porém, que a Força Nacional não fará a segurança dentro das penitenciárias. “Nenhum pedido para a Força Nacional agir como agente penitenciário será deferido. Isso é ilegal pela lei que criou a Força Nacional. Ela é composta de policiais militares e há uma unanimidade, independente de ideologia, de que quem prende não deve cuidar. Isso é uma contingência legal", explicou.
A governadora de Roraima,

9 de janeiro de 2017

PCC tem estatuto com artigo que proíbe estupradores, homossexuais e pedófilos

Com 18 artigos e escrito a mão em um caderno, o estatuto da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), apreendido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Roraima, é direto: "somos integrantes de uma organização criminosa", diz trecho. O documento da facção, que proíbe a participação de estupradores, homossexuais e pedófilos, diz ainda que o descumprimento das normas do mesmo é punível com pena de morte, denominada por eles de "xeque-mate".
Os escritos constam de denúncia que o Ministério Público de Roraima apresentou à Justiça em novembro de 2014. Naquele ano, a Promotoria já alertava para o 'Tribunal do Crime' instalado pelo PCC no sistema prisional do estado, inclusive na Monte Cristo - em que, na madrugada de sexta-feira, 6, 31 prisioneiros foram massacrados.
Durante a investigação, o Ministério Público de Roraima identificou grampos que tratavam de julgamento e punição dos membros do PCC por descumprimento do estatuto. O artigo I é claro. “Todos os integrantes devem lealdade e respeito ao PCC.”
A regra seguinte aponta para a luta por 'paz, justiça, liberdade igualdade e união, visando crescimento da nossa organização, respeitando sempre a ética do crime'. Em seu artigo VI, o estatuto do PCC apreendido na Monte Cristo afirma não admitir como integrantes ‘estrupadores (sic), homosexualismo (sic), pedofilia, caguetagem, mentiras, covardia, opressão, chantagens, estorções (sic), inveja, calúnia e outros atos que ferem a ética do crime'.
Desde que foi deflagrada, a cisão entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) as mortes de presos em Roraima aumentaram assustadoramente. Pelos cálculos oficiais, o PCC já matou mais de 44 presos na Penitenciária Agrícola de Roraima nos últimos três meses. As primeiras mortes aconteceram no dia 16 de outubro de 2016, quando 10 presos pertencentes à facção CV, foram decapitados e carbonizados.

Confira, a seguir, trechos dos artigos manuscritos pelo PCC em Roraima (na íntegra):

7 de janeiro de 2017

Roraima vai construir módulo em presídio para abrigar detentos mais perigosos

O secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Castro, afirmou "as péssimas condições do presídio não são segredo para ninguém” e informou que o estado vai investir R$ 4,2 milhões para fazer uma reforma na unidade. Um módulo será instalado no local em até 180 dias para abrigar os detentos mais perigosos. A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde um confronto entre presos deixou 31 mortos na madrugada de sexta (6), abriga quase o dobro da sua capacidade. A unidade comporta até 750 detentos, mas até essa quarta-feira (4), acolhia 1.456.
Por volta das 2h desta sexta-feira, 31 presos foram mortos na penitenciária que fica na zona rural de Boa Vista. Segundo Castro, não houve rebelição, confronto, depredações, fugas, nem briga entre facções. As mortes, segundo ele, ocorreram isoladamente entre os detentos dentro de três alas. “O que houve foi uma ação isolada de membros do PCC [Primeiro Comando da Capital] contra pessoas que não eram ligadas a nenhuma facção”, disse.

20 de julho de 2015

Agentes iniciam greve nos presídios de São Paulo

O clima de tensão no sistema prisional paulista levou os agentes penitenciários a antecipar a greve da categoria, paralisando neste domingo (19) nove unidades prisionais no Estado de São Paulo. Os agentes de sete unidades do complexo Campinas-Hortolândia, do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana e da penitenciária de Valparaíso paralisaram as atividades e, com exceção de Valparaíso, não autorizaram a entrada de familiares para visitar os presos no sábado (18) e domingo (19). Em Valparaíso, os presos ficaram dois dias sem tomar banho de sol.
A antecipação da greve que já estava marcada para ter início nesta segunda-feira, 20 - ocorre devido ao assassinato do agente Rodrigo Ballera Miguel Lopes, de 33 anos, do CDP de Campinas, morto a tiros na quinta-feira, 16, e espancamento de outros quatro agentes um no CDP-4 de Pinheiros e outros três na penitenciária de São José dos Campos. O assassinato é o oitavo de agentes penitenciários este ano no Estado.

26 de junho de 2015

Suspeito de matar PM em Jorro é reconhecido e diz que crime foi ‘acerto de contas’ com PCC

Um homem assumiu, na noite desta quinta-feira (25), a autoria do assassinato do policial militar José Robson dos Santos Costa, morto na cidade de Tucano, na localidade de Caldas do Jorro, na noite de quarta (24). De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, o crime foi um “acerto de contas” entre o acusado e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele teria executado o PM em troca do perdão de uma dívida de R$ 10 mil. Na casa do suspeito, foi encontrado um blusão sujo de sangue com perfuração de bala.